Economia

Projeção da inflação oficial de 2026 cai pela 5ª semana seguida, diz Focus

Resultado mantém expectativa abaixo do teto da meta e reforça aposta em corte de juros

Da redação
DA REDAÇÃO

09/02/2026 • 11:03 • Atualizado em 09/02/2026 • 11:03

Boletim do BC indica recuo nas expectativas de preços para o próximo ano

Boletim do BC indica recuo nas expectativas de preços para o próximo ano

Reprodução/Pixabay

A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial do país voltou a cair e passou de 3,99% para 3,97% em 2026, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Banco Central.

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É a quinta semana consecutiva de redução da estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que permanece dentro da faixa de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para 2027, a expectativa para a inflação foi mantida em 3,8%. Já para 2028 e 2029, o mercado segue projetando variação de 3,5% ao ano. A primeira divulgação do IPCA de 2026 será feita nesta terça-feira (10) pelo IBGE, com o resultado referente a janeiro.

Em dezembro, a inflação ficou em 0,33%, puxada pelo aumento das tarifas de transporte por aplicativo e das passagens aéreas, acima dos 0,18% registrados em novembro. Com isso, o índice acumulou alta de 4,26% em 2025.

Selic deve começar a cair em março

Para cumprir a meta de inflação, o Banco Central utiliza como principal instrumento a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, patamar mantido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) pela quinta reunião consecutiva.

O nível é o mais alto desde julho de 2006, quando a Selic estava em 15,25% ao ano. Em comunicado recente, o Copom confirmou que pretende iniciar o ciclo de cortes na reunião de março, caso o cenário econômico se mantenha favorável.

A expectativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2026 em 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, o mercado projeta recuos adicionais, para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a Selic deve atingir 9,5% ao ano.

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é conter a demanda e frear a alta de preços. Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam o consumo e favorecem a poupança, o que tende a reduzir a pressão inflacionária. O movimento inverso, de corte da taxa, costuma baratear financiamentos e estimular a atividade econômica, com impacto potencial sobre os preços.

PIB cresce pouco em 2025 e dólar segue a R$ 5,50

O boletim Focus manteve em 1,8% a estimativa de crescimento da economia brasileira em 2026 e 2027. Para 2028 e 2029, a projeção é de expansão de 2%.

No terceiro trimestre de 2025, o PIB avançou 0,1%, desempenho considerado estável pelo IBGE, com impulso da indústria e da agropecuária. O resultado consolidado do ano será divulgado em 3 de março.

Em 2024, a economia cresceu 3,4%, no quarto ano consecutivo de alta e no melhor resultado desde 2021. Para o câmbio, o mercado financeiro manteve a previsão de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, patamar que deve se repetir ao fim de 2027.

Com informações da Agência Brasil.

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