Economia

Tarifaço dos EUA amplia insegurança para empresa dos dois países, diz CNI

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o cenário tende a piorar, corroendo a competitividade da indústria brasileira

Da redação
DA REDAÇÃO

16/07/2026 • 11:49 • Atualizado em 16/07/2026 • 11:49

Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos

Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos

Divulgação/Embaixada dos EUA/Agência Brasil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) declarou que a sobretaxa de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (15) amplia um cenário que pressiona as exportações e amplia a insegurança para as empresas.

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O anúncio da nova tarifa é resultado de uma investigação comercial do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) que durou um ano e apurou supostas práticas brasileiras que "oneram ou restringem" o comércio com empresas americanas, entre elas o funcionamento do Pix. A taxação entra em vigor na próxima quarta-feira, 22 de julho.

Conforme o presidente da CNI, Ricardo Alban, o cenário tende a piorar, corroendo a competitividade da indústria brasileira. Segundo ele, os efeitos do aumento das tarifas estão sendo cada vez mais sentidos pelo setor.

"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27 estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira”, declarou Ricardo Alban em nota.

“Não podemos poupar esforços para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos construíram”.

No texto, a CNI reforça que as exportações brasileiras para o mercado norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões.

A confederação pontua que a retração foi influenciada pela redução de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente de produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço.

Apesar da queda, os Estados Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.