
Tensão e baixos estoques barram queda maior no preço do petróleo
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Os contratos futuros do petróleo operam em leve queda na manhã desta quinta-feira (16). O recuo sutil ocorre após uma recente escalada de preços que elevou o patamar da commodity nas últimas semanas. Tanto o barril do tipo Brent, que serve de referência para o mercado internacional, quanto o WTI, referência para o mercado americano, registram oscilações negativas marginais no início dos negócios deste dia.
O barril de Brent é cotado na casa de US$ 84,60 a US$ 84,80, apresentando um recuo de cerca de 0,3%. O barril de WTI registra variação negativa sutil de aproximadamente 0,06%, negociado próximo de US$ 79,55.
O mercado global vive um momento de acomodação de preços, no qual fatores geopolíticos e de demanda criam um piso elevado para o valor do barril, enquanto o cenário macroeconômico e o aumento planejado da oferta global impedem novas disparadas.
Tensões no Oriente Médio e demanda nos EUA sustentam patamares altos
Apesar da desvalorização registrada nesta manhã, as cotações continuam sustentadas por pressões de alta acumuladas recentemente. O principal fator de sustentação dos preços é a tensão geopolítica envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O mercado segue sob forte cautela devido aos ataques e contra-ataques recentes entre forças norte-americanas e iranianas, alimentando o temor de que um conflito direto afete fisicamente o fornecimento de petróleo no Oriente Médio. Diante disso, o Brent acumula alta de mais de 6% no último mês.
Do lado da demanda, a redução nos estoques comerciais de petróleo bruto nos Estados Unidos contribui para conter quedas mais expressivas. Dados recentes do governo americano apontam que as reservas caíram para os menores níveis em anos.
O recuo é motivado pelo forte consumo de combustíveis durante o verão no hemisfério norte, período caracterizado pelo aumento de viagens no país, o que sinaliza que o consumo na maior economia do mundo continua aquecido.
Fluxo físico inalterado e decisões da OPEP+ impulsionam recuo
O recuo nos preços nesta quinta-feira é impulsionado pela percepção de que, até o momento, os conflitos no Oriente Médio não provocaram interrupções reais na produção de petróleo ou no fluxo físico de navios petroleiros. Sem gargalos imediatos na entrega da commodity, a pressão sobre as cotações diminui temporariamente.
A desvalorização também é influenciada pelo aumento de oferta promovido pela OPEP+. O cartel de produtores iniciou a implementação do aumento de suas cotas de produção, adicionando cerca de 188 mil barris diários ao mercado global, o que promete trazer maior equilíbrio entre a oferta e a demanda no médio prazo.
Além disso, o sentimento econômico global cauteloso contribui para puxar as commodities para baixo. As principais bolsas de valores na Ásia e na Europa operam em baixa nesta quinta-feira, e a consequente aversão ao risco no mercado financeiro geral acaba limitando o fôlego dos preços do petróleo.

