O aumento das compras online trouxe consigo um efeito colateral perigoso: a expansão dos golpes digitais. No mês do consumidor e o Dia do Consumidor, celebrado neste domingo (15), o sinal de alerta acende para os compradores. Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as tentativas de fraude podem crescer até 30% em datas comerciais relevantes.
O volume de ofertas reais circulando na rede acaba servindo de "cortina de fumaça" para criminosos virtuais. Dados da PSafe reforçam que o período é um "prato cheio" para o phishing, técnica que induz o usuário a fornecer dados pessoais, senhas e números de cartão de crédito.
Para Igor Moura, sócio-fundador e COO da Under Protection, empresa especializada em cibersegurança, os golpistas exploram justamente a expectativa por promoções. "Muitas páginas falsas são criadas para simular lojas conhecidas. O criminoso explora a urgência e o bombardeio de anúncios para fazer a vítima agir por impulso", explica o especialista.
Além do prejuízo no bolso do consumidor, o problema atinge a reputação das empresas. Marcas legítimas têm seus nomes usados indevidamente, o que levanta questionamentos sobre a proteção de dados — tema central da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
"As organizações devem investir em monitoramento de ameaças e identificação de domínios falsos. Quando uma fraude acontece, o impacto não é apenas financeiro, mas também reputacional", afirma Moura.
Como não cair em ciladas: 4 dicas de segurança
Para reduzir os riscos durante as compras no Mês do Consumidor, confira as recomendações essenciais:
Não clique em links diretos: Evite links recebidos por e-mail, redes sociais ou WhatsApp. O ideal é digitar o endereço oficial da loja diretamente no navegador para conferir se a promoção é real.
Desconfie de ligações: Se receber uma chamada de banco ou loja pedindo confirmação de dados ou atualização cadastral, desligue. Entre em contato você mesmo pelos canais oficiais de atendimento.
Valide a oferta no ambiente oficial: Nunca confirme uma oferta apenas porque ela chegou por um canal que parece confiável. Cheque a informação no site ou aplicativo oficial da empresa.
Tenha uma postura ativa: Em vez de apenas responder aos estímulos (anúncios e mensagens), tome a iniciativa de verificar a autenticidade do site e do telefone antes de fechar qualquer negócio.
A preocupação com a segurança digital acompanha o crescimento do e-commerce no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor movimentou mais de R$ 200 bilhões em 2024. Com cada vez mais brasileiros conectados, a prevenção torna-se a principal ferramenta para evitar prejuízos e garantir uma experiência de compra segura.

