Economia

Volta às aulas: saiba como gastar menos com as listas de material escolar

Segundo o Procon-SP, diferença de preços entre lojas pode passar de 270%

NICOLE DEFILLO

19/01/2026 • 14:21 • Atualizado em 19/01/2026 • 14:21

Saiba como comprar os materiais escolares sem gastar muito

Saiba como comprar os materiais escolares sem gastar muito

Freepik

Resumo

Pesquisa do Procon-SP aponta variação de até 276,92% nos preços do material escolar em 2026, analisando 134 produtos em nove lojas de São Paulo, o que evidencia a importância de comparar valores antes das compras.

Orientação de especialistas e do Procon destaca a necessidade de revisar a lista de materiais, reaproveitar itens em bom estado, definir um limite de gastos e priorizar o essencial, evitando compras por impulso e produtos desnecessários.

Alternativas como troca de materiais entre famílias, compra de livros usados e planejamento no parcelamento das despesas são recomendadas para reduzir custos, tornando a volta às aulas menos onerosa para os responsáveis.

Com a volta às aulas, pais e responsáveis precisam redobrar a atenção na hora de comprar o material escolar. Em 2026, pesquisar e planejar a compra faz ainda mais diferença no bolso. Levantamento do Procon-SP mostra que o preço de um mesmo item pode variar até 276,92% entre estabelecimentos, o que reforça a importância de comparar antes de ir às compras.

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Antes de ir às lojas, a principal orientação é revisar com cuidado a lista enviada pela escola. Nem todos os itens precisam ser comprados novos ou em grande quantidade. Mochilas, estojos e cadernos parcialmente usados, desde que estejam em bom estado, podem ser reaproveitados e ajudar a reduzir o valor final da compra.

Para Thaisa Durso, especialista em educação financeira, a organização é o ponto de partida. “Antes de qualquer decisão, é importante ter clareza sobre quanto a família pode gastar. Definir um limite evita excessos e compras por impulso”, afirma.

A comparação de preços é outro ponto-chave. Segundo o Procon-SP, itens básicos, como canetas e cadernos, apresentam grandes oscilações de valor, e a escolha do local de compra pode impactar diretamente o total gasto. “Pesquisar preços e observar o custo unitário dos produtos ajuda a economizar sem abrir mão do que é necessário”, explica Thaisa.

O levantamento do Procon-SP analisou 134 produtos, como cadernos, lápis, canetas, colas e papéis, em nove lojas da capital paulista. Um dos exemplos é a caneta esferográfica, encontrada por R$ 1,30 em um estabelecimento e por R$ 4,90 em outro.

Optar por marcas mais simples e funcionais também contribui para manter o orçamento sob controle. Produtos mais caros nem sempre oferecem vantagens reais para o dia a dia escolar. “Priorizar o essencial e evitar itens desnecessários é uma forma eficiente de gastar melhor”, diz a educadora financeira.

A troca de materiais entre famílias, a compra de livros usados e o reaproveitamento de uniformes continuam sendo alternativas importantes para reduzir despesas concentradas no início do ano. Avaliar o que realmente precisa ser substituído evita gastos desnecessários.

Para quem considera parcelar parte das compras, o alerta é planejar. “Parcelar despesas previsíveis sem organização pode comprometer o orçamento dos meses seguintes. O ideal é alinhar a forma de pagamento à realidade financeira da família”, afirma Thaisa.

Para facilitar a rotina, alguns responsáveis optam por complementar a lista de material em lojas online. A Bandshop reúne itens voltados à organização e ao dia a dia escolar, como mochilas, garrafas térmicas e acessórios, que podem ajudar a concentrar compras e reduzir deslocamentos, desde que o consumidor compare preços e priorize o essencial.