Educação

Por que as matrículas na educação profissional cresceram 23% em um ano

Censo Escolar mostra 3,18 milhões de alunos; MEC investirá R$ 8 bilhões para ampliar ensino técnico

Da redação
DA REDAÇÃO

26/02/2026 • 17:10 • Atualizado em 26/02/2026 • 17:10

Salto nas matrículas reflete expansão do ensino técnico e investimentos do MEC

Salto nas matrículas reflete expansão do ensino técnico e investimentos do MEC

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de matrículas na educação profissional no Brasil cresceu 23,7% em apenas um ano, segundo dados do Censo Escolar divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) nesta quinta-feira (26).

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Em 2024, o país registrava 2.576.293 alunos matriculados nessa modalidade. No ano passado, o número saltou para 3.187.976, refletindo a expansão da oferta e o aumento da adesão dos estudantes.

O Censo Escolar, publicado anualmente, reúne informações detalhadas sobre matrículas, estabelecimentos educacionais e docentes da educação básica em todo o país.

O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) vai destinar R$ 8 bilhões ao ensino técnico neste ano, com potencial para gerar 600 mil novas vagas. “Estamos focando todo o investimento em ensino técnico para o jovem deste país”, afirmou.

O Propag prevê que os Estados troquem dívidas com a União por investimentos na educação profissional. Pelo programa, ao menos 60% desses recursos devem ser aplicados no ensino técnico até que as metas sejam atingidas. O restante pode ser destinado a outras áreas, como educação infantil, ensino integral, saneamento e segurança.

O aumento das matrículas também é atribuído à reforma do ensino médio, aprovada em 2017 e revisada em 2024, que instituiu itinerários formativos permitindo que os estudantes aprofundem a formação básica em áreas específicas. A educação profissional é uma dessas opções.

Atualmente, 1,2 milhão de alunos cursam o ensino médio articulado ao Itinerário Formativo Técnico Profissional – Curso Técnico. Especialistas apontam que essa modalidade aproxima a formação dos jovens às demandas do mercado de trabalho e facilita a transição para a vida profissional.

Em 2021, apenas 11,9% dos estudantes do ensino médio público frequentavam cursos técnicos; em 2025, o índice subiu para 20,1%.

Em agosto do ano passado, o governo instituiu a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, que define diretrizes para ampliar o acesso à modalidade. O marco prevê fomento à expansão, realização de parcerias com sistemas de ensino, implementação de mecanismos de avaliação e monitoramento das políticas públicas, entre outros pontos.

Com informações do Estadão Conteúdo.