
Leonardo Barchini assume o comando do MEC
Divulgação/MEC
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (30) que Leonardo Barchini assumirá o comando do Ministério da Educação. Ele substitui Camilo Santana, que deixa o cargo para se desincompatibilizar e disputar as eleições de outubro. A escolha de Barchini, que ocupava o posto de secretário-executivo da pasta, sinaliza uma estratégia de continuidade técnica e política para a educação brasileira em um ano decisivo.
A decisão foi confirmada durante um evento no Palácio do Planalto. Segundo o presidente, a prioridade é garantir que os projetos em andamento não sofram interrupções. "Não posso escolher um ministro novo, que não estava na área, para começar a aprender o que é o MEC agora. Quem vai ficar no lugar é alguém que sabe o que está acontecendo", afirmou Lula ao justificar a promoção do então "número dois" da pasta.
Trajetória e perfil técnico
Leonardo Barchini possui uma carreira sólida na gestão pública, com passagens por diferentes esferas de governo e organismos internacionais. Servidor federal de carreira da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ele traz consigo uma visão detalhada do funcionamento da máquina administrativa federal.
Antes de se consolidar no MEC, Barchini acumulou experiência na Prefeitura de São Paulo durante a gestão de Fernando Haddad (2013-2016). Na capital paulista, ele atuou como secretário de Relações Internacionais e Federativas, além de ter sido chefe de gabinete do prefeito. Mais recentemente, entre 2023 e 2024, ele dirigiu o escritório da Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI) no Brasil, reforçando seu perfil diplomático e articulador.
Desafios na gestão do MEC
Ao assumir o ministério, Barchini herda a responsabilidade de concluir entregas prioritárias do governo federal. Entre os principais desafios de sua gestão estão a consolidação do programa de tempo integral nas escolas públicas, a ampliação do programa de alfabetização na idade certa e o acompanhamento das obras de infraestrutura escolar financiadas pelo governo federal.
A nomeação de um nome técnico e de confiança de Camilo Santana visa blindar o ministério de disputas políticas imediatas, permitindo que a agenda educacional siga seu cronograma técnico até o fim do mandato. Barchini é visto como um gestor discreto, mas extremamente eficiente na articulação interna, o que deve facilitar o diálogo com reitores, secretários estaduais de educação e entidades do setor.

