Como a atividade física pode ajudar na preparação para o Enem
Conciliar estudos e atividade física pode parecer difícil para quem está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros vestibulares

Conciliar estudos e atividade física pode parecer difícil para quem está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros vestibulares concorridos. Com tantas matérias para revisar, exercícios para resolver e conteúdos para memorizar, reservar um tempo para se movimentar nem sempre parece uma prioridade. No entanto, o exercício físico pode fazer parte de uma rotina de preparação mais equilibrada.
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Segundo Edward Rasquinha, professor, treinador e pesquisador na área de Educação Física, a organização é fundamental tanto para os estudos quanto para a prática de exercícios. Assim como o treinamento físico precisa de estrutura para alcançar os resultados esperados, a preparação para o vestibular também exige planejamento.
Exercício físico pode favorecer a atenção e a memória
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A atividade física envolve habilidades que também são importantes para a aprendizagem. Durante a prática esportiva ou recreativa, o estudante precisa manter a atenção, acionar a memória e aprender continuamente.
“Pois, ao treinar o corpo, eu também treino a minha mente”, explica Rasquinha.
Por isso, explica o professor, incluir momentos de movimento na rotina pode ser uma maneira de cuidar do corpo sem deixar de considerar as necessidades da preparação para o Enem. A proposta não é substituir as horas de estudo, mas organizar melhor o tempo e reconhecer que o descanso também tem espaço no processo de aprendizagem.
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Quando fazer uma pausa nos estudos?
Passar muitas horas diante dos livros nem sempre significa aproveitar esse período da melhor maneira. De acordo com o professor, a baixa concentração e a dificuldade de assimilar os conteúdos são sinais de que pode ser necessário interromper os estudos por alguns minutos.
Rasquinha recomenda uma pausa de pelo menos 20 minutos para uma atividade simples, como caminhar. Segundo ele, esse intervalo pode favorecer a fixação de determinados conteúdos estudados.
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A orientação é observar o próprio rendimento. “Se a leitura deixa de fazer sentido ou fica difícil compreender um assunto que parecia mais simples, vale considerar uma pausa antes de retomar a tarefa”, orienta.
Atividade física ajuda a lidar com o estresse do vestibular
A preparação para o Enem também envolve pressão, cansaço e ansiedade. Nesse contexto, o exercício físico pode contribuir para aliviar o estresse e oferecer um intervalo na rotina de estudos.
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Rasquinha explica que pesquisas vêm relacionando a atividade física à diminuição do estresse e da ansiedade. Para ele, perder momentaneamente o foco nos estudos durante uma atividade não precisa ser encarado de forma negativa. Ao voltar aos livros, o estudante pode recuperar a concentração.
O importante é entender que uma pausa planejada não representa necessariamente tempo perdido. Ela pode integrar uma rotina mais sustentável ao longo da preparação.
Como começar a praticar exercícios mesmo com pouco tempo?
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Quem não tem o hábito de se exercitar não precisa começar com treinos intensos. Segundo Rasquinha, não existe uma atividade física ideal para todos: a escolha deve considerar aquilo que proporciona prazer.
Uma caminhada no parque, por exemplo, pode ser uma alternativa mais adequada para determinada pessoa do que uma corrida de cinco quilômetros. A prioridade é encontrar uma prática que ajude a aliviar o estresse, sem se transformar em mais uma fonte de cobrança.
O professor sugere, como referência básica, três sessões semanais de atividade física, com duração de 20 a 40 minutos cada. A frequência e o tempo de exercício, porém, podem variar conforme a etapa da preparação para o vestibular.
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Quanto mais distante estiver a prova, mais frequentes e duradouras podem ser as sessões. À medida que o exame se aproxima, é possível reduzir tanto a frequência quanto a duração dos exercícios.
Organização é a chave para equilibrar estudos e descanso
Conciliar atividade física, estudos e descanso exige planejamento. Em vez de tentar encaixar todas as tarefas sem considerar os próprios limites, o estudante pode organizar a semana e reservar períodos específicos para cada atividade.
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A ideia é construir uma rotina que possa ser mantida durante a preparação, inclusive nos períodos de maior demanda. Isso significa adaptar o planejamento conforme a proximidade da prova e observar quando é necessário diminuir o ritmo.
Para Rasquinha, não existe uma fórmula mágica para alcançar esse equilíbrio. “A organização é a chave mestra, que nos abre as portas de todos os desafios”, afirma.
Ao planejar os estudos e incluir momentos de movimento, o vestibulando pode cuidar do bem-estar e buscar melhores condições para enfrentar a preparação para o Enem.
