
Focar apenas em fórmulas é um erro comum que prejudica a leitura estratégica das questões
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O domínio da leitura e da interpretação de texto é uma estratégia fundamental para quem busca vaga em cursos concorridos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) --inclusive nas áreas de exatas, onde muitos candidatos ainda acreditam que basta memorizar fórmulas.
Ao contrário dessa percepção, a capacidade analítica exigida pela prova atravessa todas as disciplinas, de linguagens e humanas a matemática, química e física, exigindo compreensão lógica dos problemas apresentados.
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Para Christian Carbone Matos, professor de química do cursinho Maximize, o desempenho em exatas depende diretamente da interpretação dos enunciados, e não apenas da memorização de conteúdos. Segundo ele, o estudante precisa dominar conceitos para entender o problema real por trás de cada questão.
Essa mudança de abordagem evita que o candidato se perca diante de palavras desconhecidas ou dados secundários. O erro de muitos estudantes, afirma o professor, está no “hipertreino” focado apenas em fórmulas, deixando de lado a leitura estratégica das questões.

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Estratégias práticas de preparação
O professor recomenda que o estudante mantenha uma leitura constante e prazerosa, o que transforma a relação com os textos e reduz o impacto de enunciados longos, comuns no exame.
Outro ponto crucial é o foco e a desconexão digital. Reduzir distrações, como o uso excessivo de redes sociais, ajuda a treinar a atenção prolongada exigida pela prova, avalia o especialista. Além disso, a prática com estratégia --como resolver exames anteriores e destacar palavras-chave-- contribui para diminuir erros causados pela impulsividade.
O papel da escrita na aprovação
A escrita também exerce papel relevante na organização do pensamento. Segundo o professor, o hábito cada vez menor de escrever à mão pode comprometer a clareza na interpretação e o desempenho na redação.
Ele ressalta que a redação, em muitos casos, é o fator que define a nota final do candidato. Na avaliação do especialista, a prova tende a premiar estudantes que desenvolvem leitura constante, escrita frequente e foco, mais do que aqueles que se apoiam apenas na memorização de conteúdo.
