Expulso do São Paulo, ex-diretor tenta voltar ao clube na Justiça; entenda
António Donizete Gonçalves, o Dedé, pediu a suspensão de sua eliminação do quadro associativo e a retomada do cargo de conselheiro vitalício

António Donizete Gonçalves, o Dedé, ex-diretor social do São Paulo, recorreu à Justiça para tentar anular sua expulsão do clube e recuperar a condição de conselheiro vitalício.
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Dedé foi eliminado do quadro associativo por decisão do Conselho Deliberativo em 13 de julho. Oito dias depois, entrou com uma ação contra o São Paulo pedindo a nulidade do procedimento disciplinar.
Além de tentar reverter definitivamente a decisão, o ex-dirigente solicitou uma tutela de urgência para voltar imediatamente ao clube enquanto o processo tramita.
O pedido, porém, foi negado pela Justiça.
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Na decisão, o juiz entendeu que os documentos apresentados até agora não são suficientes para demonstrar, de forma imediata, que houve irregularidades capazes de invalidar o processo conduzido internamente pelo São Paulo.
O que Dedé alega
Na ação, o ex-diretor aponta possíveis falhas no procedimento disciplinar.
A Comissão de Ética teve opiniões diferentes sobre a punição: dois integrantes votaram pela eliminação, dois pela suspensão e o presidente da comissão defendeu apenas uma advertência por escrito.
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Segundo Dedé, a opção mais branda não foi incluída na cédula submetida ao Conselho Deliberativo. Ele também questiona o formato da votação e alega que houve desequilíbrio entre o tempo destinado às manifestações contrárias a ele e à sua defesa.
O ex-conselheiro ainda afirma que teve dificuldades para acessar documentos do processo interno depois de ser eliminado do quadro associativo.
Justiça quer ouvir o São Paulo
Apesar dos questionamentos, o magistrado considerou que as alegações precisam ser analisadas com maior profundidade, com acesso ao regimento interno do clube e após a apresentação da defesa do São Paulo.
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A decisão destaca que a eventual existência de irregularidades ainda poderá ser reconhecida posteriormente, mas que, neste momento, não há elementos suficientes para suspender a expulsão.
Com isso, Dedé segue fora do quadro associativo e sem a condição de conselheiro vitalício.
Relembre o caso
Dedé era diretor social do São Paulo e passou a ser investigado por supostas irregularidades relacionadas à atuação da FGoal no clube.
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Em fevereiro, o São Paulo rompeu unilateralmente o contrato com a empresa, que prestava serviços ligados à alimentação e bebidas no Morumbis e no clube social.
O clube alegou ter identificado movimentações indevidas no sistema utilizado para pagamentos. A FGoal, por sua vez, sustentou que tinha autorização para atuar daquela maneira e chegou a apresentar uma carta assinada por Dedé para embasar sua versão.
Posteriormente, o Conselho Deliberativo aprovou a eliminação do ex-diretor do quadro associativo.
