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Esportes

Infantino busca apoio de Trump para evitar queda na Fifa, revela jornal

Sob pressão por renúncia e isolado por federações, cartola tenta conversas com secretário de Estado

3 min

03/08/2026 12:59 • Atualizado há 83 dias

Infantino busca apoio de Trump para evitar queda na Fifa, revela jornal

O desgaste em torno de Gianni Infantino, de 56 anos, à frente da Fifa atingiu um momento crítico, levando o dirigente a recorrer a contatos com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, na tentativa de se sustentar no cargo.

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O presidente da entidade tornou-se alvo da Uefa e de outras instituições globais do futebol após tentar viabilizar um projeto comercial com investidores privados que previa a "venda" da Copa do Mundo. Apesar de ter recuado na proposta, a credibilidade do cartola foi abalada, resultando em forte pressão por sua saída.

Segundo informações veiculadas pelo site The New York Post nesta segunda-feira, Infantino busca o apoio da administração norte-americana para permanecer no poder. A publicação relatou que o mandatário "agendou conversas privadas com o secretário de Estado Marco Rubio para esta segunda-feira."

A cobrança promovida pelas confederações pela saída de Infantino ganhou força após o fracasso do plano de negociar a Copa do Mundo com a empresa de private equity de Josh Kushner — braço comercial que ficaria com 20% a 30% dos lucros do torneio.

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Uma fonte declarou ao The Post sobre as intenções do dirigente:

Ele queria entrar em contato online com a secretaria para discutir como o futebol pode ser uma forma de poder brando para os Estados Unidos. Mas todos sabemos que, neste momento, trata-se de proteção de empregos. Não se trata de nada além disso.

Governo norte-americano desmente reunião e revela isolamento

O governo dos Estados Unidos contestou publicamente as informações divulgadas pela reportagem do The Post, negando qualquer compromisso ou agenda entre o dirigente e Marco Rubio.

Não há planos para Rubio falar com Infantino e não houve nenhuma ligação esta manhã. O The Post deveria verificar suas fontes ou poderiam simplesmente ter nos perguntado.

A declaração foi publicada no X por Dylan Johnson, secretário adjunto de Estado para Assuntos Globais públicos.

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De acordo com outra fonte ouvida pelo portal dos EUA, o presidente da Fifa sentiu-se "isolado" após a reação negativa às suas propostas e estaria "buscando aliados de destaque para apoiá-lo publicamente". O principal nome desejado seria o do presidente Donald Trump, que demonstra hesitação em atuar como defensor do dirigente.

O The New York Post, veículo que revelou a derrocada do plano de desmembrar e vender os direitos de transmissão, patrocínios, licenciamentos e bilheteria das competições oficiais, detalhou ainda que as investidas de Infantino com Trump não tiveram retorno:

"Ele tentou repetidamente, sem sucesso, entrar em contato com Trump, de 80 anos, por telefone, desde que seu plano de vender os ativos comerciais do jogo para investidores privados fracassou na sexta-feira"

Perda de respaldo no continente europeu

O desgaste político de Infantino se aprofunda diariamente junto às entidades europeias. Após a Alemanha retirar publicamente o apoio à reeleição do cartola, as federações da Inglaterra e de País de Gales seguiram o mesmo caminho nesta segunda-feira, ampliando o isolamento do presidente da Fifa.

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Com informações da Estadão Conteúdo

Infantino busca apoio de Trump para evitar queda na Fifa, revela jornal