Por unanimidade, Paraguai aprova impeachment do presidente Santiago Peña
Congresso convoca sessão para empossar Pedro Alliana, vice de Peña, como presidente até agosto de 2028

Santiago Peña, presidente do Paraguai
José Cruz/ Agência Brasil
O Senado do Paraguai aprovou, por unanimidade, o impeachment do agora ex-presidente Santiago Peña nesta sexta-feira (6), com 44 votos e uma ausência.
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Peña, que havia renunciado ao cargo na quinta-feira (5), enviou um segundo pedido de renúncia, mas não teve efeito prático porque foi rejeitado pelo plenário. Convocam a sessão conjunta do Congresso – Senado e Câmara dos Deputados – para empossar Pedro Alliana como presidente para concluir o mandato até agosto de 2028.
Peña pediu nesta sexta-feira a prorrogação de 72 horas para apresentar ao Congresso paraguaio sua defesa no processo de impeachment.
No documento, divulgado por ele na publicação, Peña afirmou que “como se trata de um processo que pode resultar em sanção, aplicam-se as garantias do devido processo legal”, incluindo o direito a tempo para escolher um advogado e direito à defesa.
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Segundo o jornal paraguaio ABC Color, com a decisão do plenário do Senado, a agenda legislativa permanece inalterada e o julgamento do impeachment continuou. O ex-presidente ou sua equipe jurídica foram intimados a comparecer perante o Parlamento.
A decisão ocorre em meio à crise provocada pela intervenção do Banco Central no Ueno Bank, por grave insuficiência de capital. A medida congelou contas de cerca de 3 milhões de clientes e revelou um rombo estimado em mais de R$ 4 bilhões. O escândalo ganhou o apelido de "Master Paraguaio" e gerou forte pressão social.
Diante do desgaste, Peña comunicou nesta quinta-feira que apresentou sua renúncia ao cargo, alegando defender a estabilidade do país e a tranquilidade dos correntistas. Em vídeo, afirmou que "nenhum cargo pode estar acima do bem-estar do Paraguai" e pediu desculpas ao povo caso tenha "falhado" com a confiança dos eleitores.
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Paralelamente à disputa política, o Ministério Público do Paraguai abriu processo penal para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo recursos públicos depositados no Ueno Bank e a relação de Peña com empresas ligadas ao grupo financeiro.
