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Manchas na pele após o verão: por que janeiro exige mais cuidados

Dermatologistas alertam para aumento de casos de hiperpigmentação, melasma e envelhecimento precoce após o verão

Da redação
DA REDAÇÃO

02/02/2026 • 14:00 • Atualizado em 02/02/2026 • 14:00

Manchas de pele

Manchas de pele

Freepik

Resumo

Exposição solar intensa durante as férias de verão causa aparecimento de manchas, escurecimento do melasma, ressecamento, acne, queimaduras e sinais de envelhecimento precoce, com efeitos mais evidentes em janeiro, período considerado crítico pelos dermatologistas.

Comportamento inadequado na proteção da pele, como reaplicação insuficiente de protetor solar, exposição nos horários de maior radiação e uso incorreto de produtos, contribui para danos cutâneos, incluindo hiperpigmentação, degradação do colágeno e agravamento da acne, especialmente em pessoas predispostas ao melasma.

Orientação dermatológica recomenda reforço da fotoproteção, suspensão de produtos agressivos, manutenção de rotina de limpeza, hidratação e proteção, realização de procedimentos estéticos apenas com acompanhamento médico, além de alimentação balanceada e hidratação adequada para recuperação da pele após o verão.

Janeiro é considerado por dermatologistas um dos meses mais críticos para a saúde da pele. É nesse período que passam a surgir, de forma mais evidente, os efeitos acumulados da exposição solar intensa durante as férias de verão. Manchas, escurecimento do melasma, ressecamento, acne, queimaduras e sinais de envelhecimento precoce costumam aparecer semanas depois do excesso de sol, quando a rotina diária é retomada e os danos cutâneos se tornam mais perceptíveis.

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Durante o verão, é comum que os cuidados com a pele sejam negligenciados. A reaplicação do protetor solar muitas vezes é feita de forma inadequada, a exposição ocorre nos horários de maior incidência de radiação ultravioleta — entre 10h e 16h — e o uso incorreto de produtos, associado a sol, praia e piscina, contribui para uma sobrecarga da pele. O impacto desse comportamento tende a se manifestar de maneira gradual, especialmente no início do ano.

Segundo o dermatologista José Roberto Fraga Filho, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, muitas manchas surgem ou se intensificam mesmo sem queimaduras aparentes.“A radiação ultravioleta estimula de forma silenciosa as células produtoras de melanina, levando ao escurecimento da pele, principalmente em pessoas que já apresentam predisposição ao melasma. Por isso, nem sempre o dano solar é percebido imediatamente”, explica.

Além da hiperpigmentação, o excesso de sol acelera o envelhecimento cutâneo. A radiação ultravioleta atua diretamente na degradação do colágeno, favorecendo o surgimento de rugas, flacidez e perda de viço. O calor intenso e o aumento da oleosidade também podem desencadear ou agravar quadros de acne, sobretudo quando a limpeza da pele é feita de forma inadequada ou excessiva.

De acordo com o especialista, ao notar o aparecimento de manchas após as férias, a principal orientação é interromper práticas que possam agravar o quadro. O reforço da fotoproteção é indispensável, com uso diário de protetor solar com fator mínimo de 30 e reaplicação a cada duas ou três horas, respeitando o tipo de pele. A suspensão temporária de produtos agressivos, como ácidos e clareadores potentes, também é indicada, já que o uso inadequado dessas substâncias no verão pode provocar inflamações e piorar a pigmentação.

“Tentar clarear manchas por conta própria, utilizando receitas caseiras ou produtos inadequados, é um erro muito comum e extremamente perigoso. Isso pode causar inflamação, escurecimento progressivo da pele e até hiperpigmentação permanente”, alerta Fraga.

A rotina de cuidados durante o verão deve priorizar limpeza, hidratação e proteção. A higienização do rosto deve ser feita duas vezes ao dia, com sabonetes adequados a cada tipo de pele, evitando lavagens excessivas que podem causar efeito rebote e aumentar a oleosidade. Mesmo peles oleosas necessitam de hidratação, desde que com produtos leves, como géis ou séruns. Durante o dia, o uso de fórmulas antioxidantes, como a vitamina C, é recomendado, enquanto à noite podem ser utilizados produtos mais hidratantes e regeneradores.

Após a exposição à praia ou à piscina, medidas simples auxiliam na recuperação da pele. Banhos rápidos com água morna ajudam a remover resíduos de cloro e areia, enquanto sabonetes calmantes e a aplicação imediata de hidratantes faciais e corporais contribuem para a restauração da barreira cutânea, período em que a pele absorve melhor os ativos.

A alimentação e a hidratação também têm papel relevante nesse processo. Uma dieta rica em frutas, verduras e legumes, associada à ingestão adequada de água, favorece a manutenção da elasticidade e da viçosidade da pele, além de ajudar a reduzir processos inflamatórios intensificados pela transpiração excessiva.

No caso de procedimentos estéticos, a recomendação é cautela. Tratamentos ablativos, como lasers e peelings, geralmente são evitados no verão devido ao maior risco de manchas. Já procedimentos como aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico podem ser realizados ao longo do ano, desde que com acompanhamento médico.

A avaliação dermatológica é indicada quando há piora significativa do melasma, surgimento de novas manchas, feridas que não cicatrizam, agravamento da acne ou sinais intensos de ressecamento, envelhecimento precoce, rugas e flacidez após o verão.

“Janeiro é o mês em que a pele cobra a conta do excesso de sol das férias. As manchas e os sinais de envelhecimento são reflexos diretos da exposição solar sem proteção adequada, o que reforça a importância do cuidado contínuo durante todo o ano”, conclui o dermatologista.