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Perimenopausa: o que é, quais os sintomas e quando procurar ajuda médica

Fase de transição antes da menopausa provoca alterações hormonais e impacta a qualidade de vida de milhões de mulheres

Da redação
DA REDAÇÃO

26/01/2026 • 15:20 • Atualizado em 26/01/2026 • 15:20

Menopausa

Menopausa

Freepik

A perimenopausa é a fase de transição que antecede a menopausa e marca um período de intensas oscilações hormonais no organismo feminino, especialmente do estrogênio. Embora seja um processo natural do envelhecimento, essa etapa ainda é pouco discutida e frequentemente confundida com a menopausa propriamente dita, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequado.

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Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), a perimenopausa costuma iniciar após os 45 anos, mas pode surgir mais cedo em algumas mulheres. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na idade, no histórico menstrual e na presença de sintomas característicos.

O que diferencia perimenopausa de menopausa

A menopausa só é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruação. Já a perimenopausa pode durar anos e é marcada por ciclos menstruais irregulares — mais curtos, mais longos ou com fluxo alterado — acompanhados de sintomas físicos e emocionais.

Durante esse período, os ovários passam a responder de forma imprevisível aos estímulos hormonais, provocando oscilações que afetam diferentes sistemas do corpo.

Sintomas mais comuns

De acordo com a The Menopause Society (antiga North American Menopause Society), os sintomas variam em intensidade e impacto, mas os mais frequentes incluem:

  • Ondas de calor (fogachos) e suores noturnos
  • Alterações no sono e insônia
  • Mudanças de humor, ansiedade e irritabilidade
  • Dificuldade de concentração e lapsos de memória, conhecidos como brain fog
  • Ressecamento vaginal e desconforto nas relações sexuais
  • Queda de libido

Especialistas alertam que esses sinais não devem ser normalizados quando interferem na qualidade de vida ou na saúde emocional da mulher.

Tratamento: quando os hormônios são indicados

As diretrizes nacionais e internacionais apontam a Terapia Hormonal (TH) como o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores, como os fogachos. Estudos recentes reforçam que iniciar a terapia ainda na perimenopausa, especialmente nos primeiros anos após o início dos sintomas, pode trazer melhores resultados e menor risco, desde que haja avaliação médica individualizada.

A FEBRASGO destaca que a decisão pelo uso de hormônios deve considerar histórico pessoal, risco cardiovascular, presença de câncer hormônio-dependente e outros fatores clínicos.

Para mulheres que têm contraindicação à terapia hormonal, podem ser indicados tratamentos não hormonais, como antidepressivos em baixa dosagem. No entanto, as próprias diretrizes apontam que esses medicamentos têm eficácia inferior para sintomas físicos quando comparados à TH.

Saúde óssea e mudanças no estilo de vida

A queda do estrogênio também afeta a saúde dos ossos. Por isso, recomenda-se atenção especial à prevenção da osteopenia e da osteoporose. A FEBRASGO orienta:

  • Ingestão diária de 1.000 mg de cálcio até os 50 anos
  • 1.200 mg por dia após essa idade
  • Manutenção adequada dos níveis de vitamina D
  • Prática regular de atividade física, especialmente exercícios de força

Há consenso entre entidades médicas de que a perimenopausa é um momento estratégico para reforçar hábitos saudáveis e prevenir doenças cardiovasculares e ósseas no futuro.

Pontos ainda em debate na medicina

Apesar dos avanços, ainda existem lacunas na literatura médica. Um dos principais debates envolve o uso de testosterona para queixas de libido exclusivamente durante a perimenopausa. Até o momento, não há protocolos universais sobre dosagem ou indicação, sendo um tratamento considerado experimental e altamente individualizado.

Quando procurar um médico

A recomendação dos especialistas é clara: mulheres que apresentam alterações persistentes no ciclo menstrual, sintomas intensos ou impacto significativo na qualidade de vida devem buscar avaliação ginecológica. O acompanhamento adequado permite identificar riscos, aliviar sintomas e atravessar essa fase com mais segurança e bem-estar.

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