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76% dos moradores do Rio de Janeiro querem Exército na segurança pública, diz Datafolha

Levantamento revela que cariocas querem medidas mais firmes contra a violência

Da redação
DA REDAÇÃO

01/11/2025 • 18:31 • Atualizado em 01/11/2025 • 18:31

Megaoperação no Rio de Janeiro resultou em 121 mortes

Megaoperação no Rio de Janeiro resultou em 121 mortes

Ricardo Moraes/Reuters

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (1°) mostra que 76% dos moradores do Rio de Janeiro e da região metropolitana defendem a participação do Exército na segurança pública. O levantamento reflete a insatisfação com os métodos convencionais de policiamento e o desejo por ações mais contundentes contra a criminalidade.

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O apoio militar ganha destaque após a chamada “maior operação letal” realizada no Estado, que resultou em 121 mortes. Ainda, segundo a pesquisa, 72% responderam que a ação deveria ter contado com a participação das Forças Armadas.

Para 57% dos entrevistados, a ação foi considerada um sucesso, enquanto 48% disseram que a operação foi “bem executada”. Entre os moradores, 66% defendem mudanças na legislação para ampliar a atuação do governo federal na segurança, e 86% daqueles que avaliam o governo estadual como “ótimo ou bom” também apoiam a presença das Forças Armadas.

O resultado da pesquisa evidencia um dilema para o poder público: atender ao desejo popular por ações mais efetivas e imediatas, garantindo ao mesmo tempo respeito aos direitos humanos e aos limites legais da atuação militar em operações de segurança. O levantamento ouviu 626 moradores com 16 anos ou mais na cidade do Rio de Janeiro e na região metropolitana, por telefone, nos dias 30 e 31 de outubro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos.

Na sexta-feira (31), o Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro identificou 100 dos 121 mortos na Operação Contenção. Todos os corpos passaram pela necropsia, exame detalhado que revela a causa e as circunstâncias da morte, mas os laudos só devem ser divulgados em um prazo de 10 a 15 dias úteis. Neste sábado (1°), os últimos corpos de mortos deixam o IML.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) deu prazo de 48 horas para que magistrados e tribunais do Rio de Janeiro prestem informações detalhadas sobre a megaoperação policial na capital fluminense. Três brasileiros do Rio de Janeiro foram presos nesta sexta-feira (31) pela polícia de Misiones, na Argentina. A suspeita é que eles tenham fugido da Operação Contenção, deflagrada nesta semana nos Complexos da Penha e do Alemão.