
O ministro da Saúde do Líbano, Rakan Nassereddine
NNA/Ministério da Saúde/Divulgação
Quase 400 pessoas, incluindo 83 crianças e 42 mulheres, morreram no Líbano desde o início da ofensiva israelense contra o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, informou neste domingo (8) o ministro da Saúde do país, Rakan Nassereddine, segundo a agência AFP, citada pelo jornal The Guardian. Nove socorristas também estão entre os mortos, de acordo com a BBC.
O aumento é acentuado em relação a sábado (7), quando o ministério havia registrado 294 mortes. Israel ordenou a evacuação de dezenas de milhares de pessoas em áreas do sul do Líbano e de partes de Beirute, enquanto intensifica ataques que buscam neutralizar o Hezbollah, segundo a Associated Press.
A escalada começou após o grupo lançar foguetes contra o norte de Israel, provocando a resposta israelense mais intensa desde o cessar-fogo de novembro de 2024. Até o momento, o conflito já deixou pelo menos 1.230 mortos no Irã, mais de 300 no Líbano, cerca de uma dúzia em Israel e seis militares dos Estados Unidos, segundo autoridades locais relatadas pela AP.
No Irã, ataques israelenses atingiram depósitos de petróleo e instalações civis, incluindo plantas de dessalinização, aumentando os riscos para a população e a infraestrutura crítica. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país responderá com força a qualquer pressão externa, reiterando que não cederá “à intimidação, opressão ou agressão”.
Autoridades regionais acusam os Estados Unidos e Israel de criarem tensões estratégicas e de atacar civis na região. Especialistas alertam para o risco de ampliação da violência contra civis enquanto o conflito provoca repercussões globais, afetando mercados, transporte aéreo e estabilidade política no Oriente Médio. Até o momento, os números de mortos e os danos à infraestrutura não foram verificados de forma independente.
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