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Alcolumbre vai ouvir Advocacia do Senado sobre quebra do sigilo de Lulinha

Presidente do Congresso analisa se mantém decisão da CPMI do INSS que derrubou sigilo do filho de Lula

Da redação com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO COM ESTADÃO CONTEÚDO

03/03/2026 • 15:01 • Atualizado em 03/03/2026 • 15:09

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha

Estadão Conteúdo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira, 3, em Brasília, que vai ouvir a Advocacia do Senado antes de decidir se mantém ou não a quebra de sigilo aprovada contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Alcolumbre respondeu a jornalistas ao ser questionado sobre o recurso apresentado por senadores governistas contra a decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que na semana passada aprovou a derrubada do sigilo de Lulinha. Ele indicou que ainda não tem posição fechada sobre o tema.

Estou querendo decidir. Vou ouvir a Advocacia

Na reunião da semana passada, a CPMI aprovou o acesso a informações protegidas por sigilo envolvendo o filho do presidente. Cabe agora ao comando do Senado analisar se houve ou não falhas no procedimento e, em caso positivo, se a decisão da comissão será mantida ou revista.

Governistas apontam manipulação na votação

Aliados do governo afirmam que houve manipulação na votação que autorizou a quebra de sigilo e contestam o resultado proclamado pela presidência da CPMI. Eles encaminharam questionamentos formais a Alcolumbre, que acumula a presidência do Senado e do Congresso Nacional.

Segundo parlamentares da base, a condução da sessão não teria refletido de maneira fiel a posição da maioria dos membros presentes. Com isso, pedem que a Mesa do Senado reavalie os atos da comissão e, se necessário, anule a decisão sobre o sigilo de Lulinha.

O impasse tem potencial para ampliar a disputa entre governistas e oposicionistas dentro da CPMI, que divergem sobre o foco e a extensão das apurações. A decisão de Alcolumbre pode redefinir os limites da atuação da comissão sobre pessoas ligadas ao presidente.

Impacto de eventual manutenção da medida

Quebras de sigilo são instrumentos usados por CPIs e CPMIs para acessar dados que, em regra, não são públicos, como informações fiscais, bancárias ou telefônicas. A adoção desse tipo de medida costuma ser alvo de contestação política e jurídica, sobretudo quando envolve familiares de autoridades.

Se mantiver a decisão da CPMI do INSS, a comissão poderá avançar na coleta de informações sobre o filho do presidente. Caso opte por rever o ato, Alcolumbre atenderá à reivindicação apresentada pela base governista e reduzirá o escopo imediato das investigações em torno de Lulinha.