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Governo de Israel suspeita que líder do Irã, Ali Khamenei, morreu, diz TV

Agências, mídia israelense e o presidente Donald Trump confirmaram a morte do líder supremo. informação não foi confirmada oficialmente pelo regime iraniano

Da redação
DA REDAÇÃO

28/02/2026 • 11:32 • Atualizado em 28/02/2026 • 11:32

Resumo

Indícios da morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, surgiram após ataques israelenses a alvos militares em várias cidades iranianas, com informações divulgadas pelo Canal 12 de Israel e declarações de Benjamin Netanyahu e Donald Trump, mas sem confirmação oficial do regime iraniano.

Ataques destruíram o complexo onde Khamenei estaria, resultando na morte de membros da Guarda Revolucionária e do programa nuclear, incluindo sete líderes militares de destaque, enquanto o Irã retaliou com mísseis e drones contra bases americanas e Israel, causando danos em cidades como Tel Aviv e Dubai, e deixando vítimas fatais e feridos.

Possível morte de Khamenei, líder máximo do Irã desde 1989 e figura central na Revolução Islâmica, pode provocar instabilidade política e regional, mas a ausência de confirmação oficial mantém o cenário incerto e alimenta especulação sobre sucessão e futuro do país.

O governo de Israel tem indícios da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, após os ataques realizados contra alvos em várias cidades do país. Primeiramente, a informação foi divulgada pelo Canal 12 israelense (N12).

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Depois, em um breve discurso neste sábado (28), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que havia muitos sinais de que o aiatolá "não existe mais", mas não confirmou sua morte, ao contrário de que fez o aliado Donald Trump, que confirmou a morte em uma postagem nas suas redes sociais. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto”.

O regime iraniano ainda não confirmou a morte de Khamenei oficialmente.

O complexo em que o líder iraniano estava foi destruído, com morte de membros da guarda revolucionária e de integrantes do programa nuclear do país. As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram oficialmente a morte de sete figuras centrais da liderança militar e de defesa do Irã. São eles:

  • Aziz Nasirzadeh: Ministro da Defesa.
  • Ali Shamkhani: Conselheiro do Líder Supremo para Assuntos de Segurança.
  • Mohammad Pakpour: Chefe das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária (IRGC).
  • Mohamma Shirazi: Chefe do Gabinete Militar do Líder Supremo Ali Khamenei.
  • Hossein Jabal Amelian: Presidente da SPND (Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva).
  • Reza Mozaffari Nia: Ex-presidente da SPND.
  • Saleh Asadi: Chefe de Inteligência do Comando Khatem Alanbieh
Imagem do bunker do aiatolá Ali Khamenei após ataques neste sábado (28), segundo Israel

Imagem do bunker do aiatolá Ali Khamenei após ataques neste sábado (28), segundo Israel

Sem confirmação oficial

Até o momento, Teerã não confirmou qualquer informação sobre a morte do líder supremo. Também não houve anúncio formal por parte do governo israelense além das declarações atribuídas a fontes de alto escalão citadas pela emissora.

Os ataques ao Irã

As primeiras bombas atingiram a região oeste de Teerã, capital do Irã, por volta de 1h deste sábado (horário de Brasília). Os alvos foram instalações militares ligadas à Guarda Revolucionária iraniana, incluindo centros de comando e depósitos de armamentos. Impactos também foram registrados perto de estruturas associadas ao programa nuclear iraniano.

Além da capital iraniana, explosões também foram confirmadas em outras cidades estratégicas do país, como Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã disparou mísseis e drones contra bases militares norte-americanas em várias cidades do Oriente Médio e contra o território de Israel. Os Estados Unidos interceptaram pelo menos 14 mísseis que tinham como alvo bases americanas e de aliados no Oriente Médio em Jordânia, Iraque, Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos. Israel também foi alvo, e Tel Aviv registrou locais atingidos, mas a grande maioria dos ataques foi repelida.

Entre os locais atingidos está o Aeroporto Internacional de Dubai (DXB), nos Emirados Árabes Unidos, que confirmou a ocorrência de um "incidente" que resultou em danos a um de seus terminais e deixou quatro funcionários feridos. O local é um dos maiores hubs de conexões de voos do mundo, já que conecta escalas para Ásia, Europa e África.

Em Israel, o serviço de resgate informou que uma mulher na região de Tel-Aviv morreu em decorrência de um ataque com míssil iraniano. O serviço de resgate israelense Magen David Adom informou na noite deste sábado, 28, que uma mulher na região de Tel-Aviv morreu após ser ferida em um ataque de míssil iraniano. Essa foi a primeira morte anunciada em Israel desde o início da troca de mísseis.

Quem é Ali Khamenei

Aos 86 anos, Ali Khamenei ocupa desde 1989 o posto de líder supremo do Irã, acumulando autoridade religiosa e política. Ele é chefe de Estado, comandante-em-chefe das Forças Armadas e tem a palavra final sobre decisões estratégicas do país.

Nascido em 1939, na cidade de Mashhad, Khamenei participou ativamente da Revolução Islâmica de 1979 e tornou-se aliado próximo do aiatolá Ruhollah Khomeini. Após a morte de Khomeini, foi escolhido pela Assembleia dos Peritos para assumir o posto máximo da República Islâmica — mesmo sem inicialmente possuir o grau religioso exigido pela Constituição, que foi posteriormente alterada.

Ao longo de mais de três décadas no poder, consolidou controle sobre as instituições iranianas, fortaleceu a Guarda Revolucionária e adotou uma política externa marcada pelo apoio a grupos armados que compõem o chamado “Eixo da Resistência”, como o Hezbollah e o Hamas.

Seu governo enfrentou sucessivas ondas de protestos internos, reprimidas com rigor, e manteve postura hostil em relação a Israel e aos Estados Unidos.

Impacto potencial

Caso a morte de Khamenei seja confirmada, o episódio representaria uma mudança histórica na estrutura de poder iraniana e poderia aprofundar a instabilidade na região. O líder supremo é a autoridade máxima do sistema político do país, e sua sucessão envolve a Assembleia dos Peritos, órgão responsável por indicar o ocupante do cargo.

Por enquanto, a informação permanece no campo da especulação, baseada em avaliações divulgadas pela televisão israelense. A ausência de confirmação oficial mantém o cenário cercado de incerteza em meio à escalada militar no Oriente Médio.

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