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Após Petro, Lula fala com líderes do Canadá e México sobre Venezuela

Em ambas as conversas, o uso da força pelos Estados Unidos foi condenado

Da redação
DA REDAÇÃO

08/01/2026 • 21:00 • Atualizado em 08/01/2026 • 21:00

Lula conversa com líderes do Canadá e do México

Lula conversa com líderes do Canadá e do México

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Após conversar com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre a crise na Venezuela, Lula falou também com o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

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De acordo com comunicado oficial do governo, Lula e Carney mostraram preocupação com a situação e condenaram o uso da força por parte dos Estados Unidos.

“Os dois líderes trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e suas implicações para a região. Ambos condenaram o uso da força sem amparo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. Lula destacou que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo e que a América do Sul deve continuar sendo uma zona de paz. O presidente e o primeiro-ministro concordaram sobre a necessidade de reforma das instituições de governança global”, diz a nota.

Carney também aceitou um convite de Lula para realizar uma visita ao Brasil no próximo mês de abril.

Já conversa com Sheinbaum, foi reforçada a defesa do multilateralismo.

“Ao repudiar os ataques contra a soberania venezuelana, os dois líderes rejeitaram qualquer visão que possa implicar na divisão ultrapassada do mundo em zonas de influência. Reiteraram, nesse contexto, a defesa do multilateralismo, do direito internacional e do livre-comércio. Os dois mandatários manifestaram interesse em seguir cooperando com a Venezuela em favor da paz, do diálogo e da estabilidade do país e da região”, afirma outro comunicado.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.