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Aposentos do papa são lacrados após rito de constatação de morte; entenda

Ato foi validado pelo camerlengo, cardeal Kevin Farrell e durou pouco menos de uma hora

Da Redação
DA REDAÇÃO

21/04/2025 • 19:49 • Atualizado em 21/04/2025 • 19:49

Rito de constatação da morte do papa Francisco

Rito de constatação da morte do papa Francisco

Divulgação/ Vatican News

O papa Francisco, morto nesta segunda-feira (21), deseja ser enterrado na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma. No entanto, antes disso, nesta noite, aconteceu o rito de constatação da morte e a deposição do corpo no caixão, na capela do andar térreo da Casa Santa Marta.

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Foi realizada a leitura do atestado de óbito. O ato foi validado pelo camerlengo, cardeal Kevin Farrell. A celebração durou pouco menos de uma hora. Em seguida, foram colocados os selos no apartamento pontifício do terceiro andar do Palácio Apostólico e também no apartamento do segundo andar da Casa Santa Marta.

Conforme o Vaticano, a partir desta noite, os colaboradores têm acesso para uma última saudação ao Pontífice. Na manhã de amanhã será realizada a primeira Congregação Geral dos cardeais, durante a qual poderá ser definida uma eventual data para o funeral.

Testamento do papa

Francisco sempre demonstrou afeto pelo local, dedicado a Maria, por onde passava para orar sempre após internações, antes de ir e ao retornar de viagens. Contudo, isso fará do pontífice argentino o primeiro em 122 anos a ser sepultado fora das grutas do Vaticano, no subsolo da Basílica de São Pedro.

Além disso, ele será enterrado em um caixão simples de madeira. O velório de um papa sempre se torna um evento, até pelo tempo que demora (nove dias). Mas o papa Francisco buscou simplificar esses ritos

"O sepulcro deve estar na terra; simples, sem ornamentos especiais, e com a única inscrição: Franciscus", pediu o pontífice em testamento.

No documento, o pontífice também fala do sofrimento nos seus últimos dias: "O sofrimento que esteve presente na parte final da minha vida, ofereci ao Senhor pela paz no mundo e pela fraternidade entre os povos”. Francisco ainda pediu: “Que o Senhor conceda a merecida recompensa àqueles que me quiseram bem e continuarão a rezar por mim”.

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