Resumo
Sequência de cirurgias envolve oito procedimentos realizados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro desde o ataque a faca sofrido em setembro de 2018, sendo a maioria para tratar obstruções ou problemas no intestino e abdômen, além de retirada de cálculo na bexiga, vasectomia e correção de hérnias.
Internação no Hospital DF Star em Brasília, sob fiscalização de agentes federais devido à prisão na Superintendência da PF, permite apenas acompanhamento da esposa Michelle Bolsonaro e prevê permanência de 5 a 7 dias após a cirurgia de retirada das hérnias inguinais bilaterais.
Declaração do cirurgião-geral Claudio Birolini classifica o procedimento como padronizado, de baixa complexidade e realizado de forma eletiva, diferentemente das cirurgias anteriores de emergência, enquanto Michelle Bolsonaro pede orações em apoio ao ex-presidente.
Desde que sofreu um ataque a faca durante a campanha presidencial em Juiz de Fora (MG), em setembro de 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro já passou por sete cirurgias. A oitava será realizada nesta quinta-feira (25), em Brasília, para a retirada de uma hérnia inguinal bilateral.
A maior parte dos procedimentos foi realizado em decorrência do atentado sofrido por Bolsonaro em 2018. Cinco delas, até o momento, foram feitas para tratar obstruções ou problemas na região do intestino ou do abdômen do ex-presidente.
Início da sequência de cirurgias
A primeira cirurgia foi de emergência, realizada no dia do ataque, 6 de setembro de 2018. Os médicos precisaram retirar parte do intestino, e Bolsonaro passou a usar uma bolsa de colostomia. A segunda operação, ainda em 2018, ocorreu em São Paulo com o objetivo de desobstruir o intestino.
A terceira, em 2019, aconteceu para que a bolsa de colostomia fosse retirada, e foi necessário tratar uma hérnia que surgiu na cicatriz da facada.
Em 2020, o ex-presidente precisou retirar um cálculo na bexiga, a quarta operação em três anos, com quem conviveu por mais de cinco anos. Durante o procedimento, que precisou de anestesia geral, os médicos introduziram uma câmera pela uretra até chegar a bexiga, onde a pedra foi destruída por um laser. Não houve nenhum tipo de corte. No mesmo ano, o presidente também passou por uma vasectomia.
A sexta cirurgia ocorreu em abril de 2023 e durou cerca de 12 horas. O procedimento foi para a retirada de outra hérnia e para tratar aderências — respostas do corpo após a cicatrização. Uma dessas aderências chegou a juntar duas alças do intestino, impedindo a passagem de alimentos.
Cirurgias em 2025
Em abril de 2025, o ex-presidente foi submetdo a uma laparotomia exploradora, a desobstrução do intestino, para a liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal, que durou mais de 7h horas, depois de passar mal durante um evento político no interior do Rio Grande do Sul.
Nesta quinta-feira (25), Bolsonaro passará por um novo procedimento: a retirada das hérnias inguinais bilaterais. Ele foi internado nesta quarta-feira (24), no Hospital DF Star, em Brasília, onde permanecerá cerca de 5 ou 7 dias após o procedimento.
Por estar preso na Superintendência da PF, o ex-presidente terá fiscalização dos agentes federais 24h por dia e só poderá ser acompanhado pela esposa, Michelle Bolsonaro.
Cirurgia não é de alta complexidade, diz médico
De acordo com o cirurgião-geral Claudio Birolini, responsável pela nova cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro, o procedimento está previsto para ocorrer por volta das 8h da manhã de quinta-feira.
Em declaração recente, o médico afirmou que, apesar de toda cirurgia envolver riscos, o procedimento ao qual Bolsonaro será submetido é considerado padronizado e de menor complexidade.
“Toda cirurgia é complexa. A herniorrafia inguinal é uma cirurgia bem padronizada, com menor risco de complicações”, afirmou Birolini.
O médico também comparou a cirurgia atual com procedimentos anteriores realizados no ex-presidente, destacando que, desta vez, trata-se de uma intervenção eletiva, planejada e sem caráter emergencial.
“É muito mais simples, por se tratar de um procedimento padronizado e realizado de forma eletiva. A outra foi uma cirurgia não regrada, em uma situação de emergência no que chamamos de um ‘abdome hostil’”, explicou.
No meio deste processo, a esposa do ex-presidente Michelle Bolsonaro pediu orações em apoio ao político.
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