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Bolsonaro disse à PF que tentou mexer na tornozeleira eletrônica

Informação está em documento enviado pela PF ao ministro Alexandre de Moraes

Da redação
DA REDAÇÃO

22/11/2025 • 14:57 • Atualizado em 22/11/2025 • 14:57

O ex-presidente Jair Bolsonaro disse à Polícia Federal que tentou mexer na tornozeleira eletrônica durante a madrugada deste sábado (22). Em um vídeo, o ex-presidente foi questionado se usou algo para queimar a tornozeleira. Ele responde que usou um ferro quente por “curiosidade”.

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A informação também consta em um relatório preliminar da Polícia Federal encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Posteriormente, foram divulgadas imagens que mostram o equipamento danificado.

"O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Haviam marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case” - explica o relatório

Tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro (Band/Reprodução)

Tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro (Band/Reprodução)

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), em Brasília. O pedido foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal por “manutenção da ordem pública”.

A Polícia Federal deverá realizar perícia para esclarecer como a violação ocorreu e se houve participação de terceiros.

A prisão preventiva, portanto, não significa o cumprimento da pena a que ele foi sentenciado. As autoridades consideravam que a prisão domiciliar do ex-presidente apontava riscos à manutenção da ordem pública com uma vigília que estava sendo convocada na casa de Bolsonaro.

Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, onde ficará em uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer também ficaram detidos em salas da PF.

Pedido da defesa

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantenha o regime de prisão domiciliar, alegando que seu estado de saúde inviabiliza qualquer cumprimento de pena em unidade prisional. No documento, protocolado no início da tarde desta sexta-feira (21), os advogados afirmam que Bolsonaro sofre de múltiplas doenças graves, além de sequelas permanentes das cirurgias após a facada de 2018. Foram anexados, ao menos, 11 relatórios médicos para justificar a afirmação. O pedido cita um relatório da Defensoria Pública do DF que aponta condições precárias na Papuda para idosos e menciona notícias de que a Secretaria de Administração Penitenciária do DF estaria preocupada com a saúde do ex-presidente caso ele fosse enviado ao presídio.