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Fabiano Campos Zettel é detido em aeroporto ao tentar embarcar para Dubai

Além de Daniel Vorcaro e do cunhado dele, o empresário Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos, também foram alvos da operação

Thayane Melo
THAYANE MELO

14/01/2026 • 09:02 • Atualizado em 14/01/2026 • 09:02

Bastidores de Brasília
Resumo

Operação Compliance Zero resultou na detenção de Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, quando embarcava para Dubai, e no cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Mandados atingiram também o empresário Nelson Tanure, investidor, e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos, apurando crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais, com ações em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Investigações focam no Banco Master, principal alvo do Ministério Público Federal, e identificam criação e negociação de títulos de crédito falsos desde 2024, com a primeira fase deflagrada em novembro de 2025, quando Daniel Vorcaro foi preso e diretores do Banco de Brasília afastados pela Justiça.

Fabiano Campos Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que estava embarcando para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

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Segundo apuração da reportagem, Fabiano Campos Zettel foi detido para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão durante a segunda fase da operação Compliance Zero. Ele foi ouvido pela PF e, na sequência, liberado.

Além de Daniel Vorcaro e do cunhado dele, o empresário Nelson Tanure, que é investidor e empresário, e João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também foram alvos dos mandados de busca e apreensão.

A reportagem da Band apurou que o celular do empresário Nelson Tanure foi apreendido enquanto ele tentava embarcar em um voo no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Segunda fase da operação Compliance Zero

A segunda fase da operação Compliance Zero apura a prática de crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.

O que diz a defesa de Daniel Vorcaro

A defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência.

O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito. A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais.

Primeira fase da Compliance Zero

A primeira fase da operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, é fruto de investigações da Polícia Federal iniciadas em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.

As instituições investigadas são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas mesmas instituições negociavam estas carteiras de crédito com outros bancos.

Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.

O Banco Master é o principal alvo da investigação instaurada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Durante a primeira fase da operação, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Na ocasião, a Justiça também havia determinado o afastamento do presidente e do diretor do Banco de Brasília (BRB).

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