A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) disse que o mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal nesta sexta-feira (15), no âmbito da operação Sem Refino, foi “uma surpresa”.
A ação da Polícia Federal apura a atuação de conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.
“Busca normal, nada de relevante. Eu também cheguei 20 minutos depois, então, eu perdi 20 minutos dessa apreensão. Mas, de relevante, apenas o celular e o laptop”, disse o advogado. “Foi uma surpresa. Não se esperava essa busca e apreensão”.
Operação Sem Refino
As investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo.
Na ação, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Também foi determinada a inclusão de investigado na Difusão Vermelha da Interpol.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.
“A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro. A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil”, informou a PF em nota.
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