
Lula
REUTERS/Adriano Machado
O encontro entre os presidentes do Brasil e Estados Unidos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, durante a cúpula do G7, em Évian, na França, é inicialmente descartado pelo governo brasileiro.
Lula antecipou a viagem para França para tentar uma reunião com Donald Trump para participar da abertura do evento, o que poderia ampliar as chances de contato com o republicano.
A agenda de Lula na cúpula do G7 tem como prioridade resolver alguns assuntos, além do possível novo tarifaço dos Estados Unidos, incluindo a União Europeia, como o veto de importações de carnes e outros produtos por alegações sanitárias.
Nesta terça-feira (16), conforme a agenda divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula irá se reunir com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
UE veta carnes brasileiras
A União Europeia oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
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