Segunda fase da Operação Compliance Zero bloqueou R$ 5,7 bilhões em bens
As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da operação Compliance Zero, que visa apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Continua depois da publicidade
Foram apreendidos bens como carros, relógios de luxo e outros itens de valor em endereços ligados a envolvidos em suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master. As medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores superam R$ 5,7 bilhões.
Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O investidor e empresário Nelson Tanure também é alvo da polícia.
As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
Continua depois da publicidade
Primeira fase da Compliance Zero
A primeira fase da operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, é fruto de investigações da Polícia Federal iniciadas em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.
As instituições investigadas são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas mesmas instituições negociavam estas carteiras de crédito com outros bancos.
Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.
Continua depois da publicidade
O Banco Master é o principal alvo da investigação instaurada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Durante a primeira fase da operação, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Na ocasião, a Justiça também havia determinado o afastamento do presidente e do diretor do Banco de Brasília (BRB).
