
Carro apreendido na Operação Compliance Zero
Reprodução/PF
Resumo
Operação Compliance Zero investiga crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e lavagem de capitais relacionados ao Banco Master, com apreensão de carros, relógios de luxo e sequestro de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões.
Mandados judiciais são cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, tendo como alvos o investidor Nelson Tanure e outros suspeitos, com o objetivo de interromper a atuação criminosa, recuperar ativos e avançar nas investigações.
Primeira fase da operação, iniciada em novembro de 2025, apurou emissão de títulos de crédito falsos, simulação de operações financeiras e fraudes contábeis por instituições do Sistema Financeiro Nacional, resultando na prisão de Daniel Vorcaro e no afastamento de dirigentes do Banco de Brasília.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da operação Compliance Zero, que visa apurar a prática dos crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Foram apreendidos bens como carros, relógios de luxo e outros itens de valor em endereços ligados a envolvidos em suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master. As medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores superam R$ 5,7 bilhões.
Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O investidor e empresário Nelson Tanure também é alvo da polícia.
As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.
Primeira fase da Compliance Zero
A primeira fase da operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, é fruto de investigações da Polícia Federal iniciadas em 2024, para apurar e combater a emissão de títulos de créditos falsos por instituições que integram o Sistema Financeiro Nacional.
As instituições investigadas são suspeitas de criar falsas operações de créditos, simulando empréstimos e outros valores a receber. Estas mesmas instituições negociavam estas carteiras de crédito com outros bancos.
Após o Banco Central aprovar a contabilidade, as instituições substituíam estes créditos fraudulentos e títulos de dívida por outros ativos, sem a avaliação técnica adequada.
O Banco Master é o principal alvo da investigação instaurada a pedido do Ministério Público Federal (MPF).
Durante a primeira fase da operação, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Na ocasião, a Justiça também havia determinado o afastamento do presidente e do diretor do Banco de Brasília (BRB).
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