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Brasileiros fazem malabarismo para se alimentar e não ficar no vermelho

Arroz, feijão, leite e carnes estão entre os produtos que mais subiram; planejamento e aproveitamento de ofertas são os principais conselhos

Carla Ramil
CARLA RAMIL

29/04/2026 • 17:52 • Atualizado em 29/04/2026 • 17:52

Supermercado

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Valter Campanato/Agência Brasil

A cesta básica em São Paulo tem saído por pouco mais de R$ 1.300, valor que se aproxima do salário mínimo. Com contas de casa, transporte e filhos disputando o orçamento, economizar no supermercado virou necessidade para muitas famílias. A aposentada Maria de Souza, que mora sozinha, conta que gasta R$ 2 mil só no mercado e que sempre leva um susto ao chegar no caixa.

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Para o economista Antonio Azambuja, a palavra-chave é planejamento. A primeira dica é evitar compras mensais e optar pelas compras semanais, aproveitando as ofertas da semana. Consultar preços na internet antes de ir ao supermercado também ajuda a economizar. A representante comercial Patrícia Costa já adotou essa estratégia e garante que é preciso ser criativo para aproveitar as promoções.

A carne vermelha segue como a grande vilã do carrinho. Muito exportada, o produto sofre pressão de preços que reflete a crise global. A alternativa, segundo o economista, é apostar nas carnes de segunda, no frango e nos ovos, além de explorar a criatividade brasileira com receitas como picadinho e carne moída com batata, que rendem bem e custam menos.

No corredor dos essenciais, arroz, feijão, farinha e leite estão entre os que mais subiram entre fevereiro e março. Para quem está no vermelho, o conselho é trocar de marca e trabalhar com o que está em oferta. O gasto ideal com alimentação, segundo Azambuja, deve ficar entre 20% e 25% do orçamento mensal. Para quem está endividado, a orientação é priorizar o pagamento à vista sempre que possível.

A dona Rosalina, aposentada, resume sua filosofia em uma frase: se está caro, ela simplesmente não compra.