Resumo
Maria Eduarda, conhecida como "Japinha da CV" ou "Penélope", desmentiu sua morte após boatos surgirem durante uma megaoperação policial no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos. Ela apareceu em um vídeo afirmando estar viva e atribuiu a confusão a fotos antigas dela armada circulando na internet.
A notícia falsa da morte de Maria Eduarda foi inicialmente confirmada e posteriormente corrigida pela Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Relatos incorretos surgiram após a operação nos Complexos da Penha e do Alemão, e a mídia chegou a divulgar imagens de um corpo erroneamente identificado como dela.
Na sequência das operações contra o crime organizado, sete líderes do Comando Vermelho foram transferidos para presídios federais de segurança máxima. Entre eles estão Arnaldo da Silva Dias, conhecido como "Naldinho", e Marco Antonio Pereira Firmino, o "My Thor". A transferência incluiu um esquema de segurança robusto, com escolta do Grupamento de Intervenção Tática até o Aeroporto Internacional do Galeão.
Maria Eduarda, conhecida pelos apelidos de "Japinha da CV" ou "Penélope", reapareceu pela primeira vez após ser dada como morta durante megaoperação policial no Rio de Janeiro que acabou com 121 mortos - 117 suspeitos e 4 policiais..
Em um vídeo, ela nega ter participado do confronto com a polícia há duas semanas e afirma que os boatos sobre sua morte foram criados na internet.
"Eu não tinha vindo falar, com vocês sabem, né? Tudo isso que tá rolando na internet, boatos que eu tinha [morrido]. Então, eu tô viva, sim, tô viva," declarou Maria Eduarda.
Ela atribuiu a confusão à circulação de fotos antigas onde aparece fortemente armada, afirmando que as imagens são de um "passado" que não vive mais. "A internet já vinculou fotos, imagens de uma vida minha passada, na qual eu não levo mais. Trouxe à tona e falando que eu tinha [morrido]", explicou.
Penélope, como também é chamada, reforçou que sua família nunca confirmou a morte. "Minha família em nenhum momento veio falar nada sobre isso [...] E a internet começou a especular, né? Várias coisas. Inventar várias coisas."
A morte que não aconteceu
A notícia da morte da "Japinha" surgiu durante uma megaoperação realizada há duas semanas nos Complexos da Penha e do Alemão. Na ocasião, após o confronto, circularam imagens do corpo de um homem morto com um tiro de fuzil no rosto, que foi erroneamente atribuído como sendo o de Penélope.
A própria Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro chegou a incluir o nome da mulher na lista de mortos na operação, mas voltou atrás e retificou a informação, afirmando que ela não estava na lista oficial.
No sábado seguinte à operação, o Brasil Urgente já havia apurado e informado que, provavelmente, a "Japinha da CV" não estava entre as vítimas do confronto.
Transferência de chefes do CV
Enquanto a polícia do Rio de Janeiro se prepara para novas megaoperações, as ações de combate ao crime organizado resultaram na transferência de sete chefes do Comando Vermelho para presídios federais de segurança máxima.
Juntos, os criminosos transferidos somam mais de 500 anos em condenações. A operação de transferência foi realizada nesta quarta-feira (12).
Entre os transferidos está Arnaldo da Silva Dias, o "Naldinho", condenado a 81 anos por tráfico e homicídios. Ele é apontado como chefe das favelas em cidades do Sul Fluminense.
Outro nome de peso é Marco Antonio Pereira Firmino, o "My Thor", condenado a 31 anos por homicídio, tráfico de drogas, furto, porte de arma e lavagem de dinheiro.
Também foram transferidos Carlos Vinicius Lírio da Silva, Eliezer Miranda Joaquim, Fabrício de Melo Jesus, Alexander de Jesus Carlos e Roberto de Souza Brito.
A Justiça ainda solicitou mais informações para justificar a transferência de outros dois nomes: Wagner Teixeira Carlos e Leonardo Farinazzo Pampuri.
Um forte esquema de segurança foi montado para a remoção dos detentos. O Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) escoltou os presos de Bangu 1, no Complexo de Gericinó.
Do presídio, eles foram levados ao Aeroporto Internacional do Galeão, de onde partiram em um avião da Polícia Federal pouco depois do meio-dia.
O cabo da Marinha Riam Mauricio Tavares Mota, acusado de operar drones para o Comando Vermelho, aguarda o resultado do julgamento por organização criminosa.
O Brasil possui cinco unidades federais de segurança máxima, localizadas em Mossoró (RN), Brasília (DF), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Catanduvas (PR). Os presos serão distribuídos entre essas unidades.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

