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Jovem conhecida como 'cortadora de dedos' é presa no Peru

Suspeita integra organização criminosa internacional e atraía vítimas por aplicativos de relacionamento; mãe da jovem também foi detida

Felipe Garraffa
FELIPE GARRAFFA

27/05/2026 • 19:10 • Atualizado em 27/05/2026 • 19:11

Jovem conhecida como 'cortadora de dedos' é presa por sequestros e tortura

Jovem conhecida como 'cortadora de dedos' é presa por sequestros e tortura

Band TV

Uma jovem de 19 anos, identificada como Crismar Andreína Contreras Gonzalez, foi presa por suspeita de participação em crimes de sequestro, extorsão, tortura e homicídios. A criminosa, que ganhou o apelido de "Cortadora de Dedos", foi capturada por agentes policiais em uma operação que também resultou na detenção de sua mãe, de 33 anos, e de outras nove pessoas.

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Segundo as investigações, a suspeita integra a organização criminosa de origem peruana denominada "Trem de Aragua". O grupo utilizava aplicativos de relacionamento para atrair vítimas, em uma prática semelhante ao conhecido "golpe do amor" no Brasil. Após o encontro, as vítimas eram mantidas em cativeiro pelos criminosos.

O método violento do grupo

A organização criminosa exigia o pagamento de aproximadamente 400 mil reais para a libertação dos reféns. Como método de pressão para forçar o pagamento, a jovem era responsável por cortar os dedos das vítimas, prática que deu origem à sua alcunha.

Durante a ação policial, a suspeita foi flagrada pelas câmeras sorrindo e demonstrando não ter arrependimento pelos atos cometidos. A polícia apurou que a mãe da jovem teria sido a responsável por introduzir a filha no mundo do crime.

Monitoramento pelas redes sociais

As investigações revelaram que os integrantes do grupo criminoso utilizavam plataformas como o TikTok para exibir atividades do cotidiano. Foi justamente a exposição da rotina nas redes sociais que chamou a atenção das autoridades e permitiu o rastreamento dos suspeitos.

Os outros nove detidos na operação tinham como função principal a supervisão dos cativeiros onde as vítimas eram mantidas sob tortura e ameaças constantes. A Polícia Civil segue com o trabalho de investigação para identificar outros envolvidos na rede criminosa e localizar possíveis vítimas que ainda não registraram ocorrência.