A Justiça de São Paulo decretou nesta sexta-feira (3) a prisão de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias. Ele é apontado como o atirador do atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel, no último final de semana, em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo. O suspeito continua foragido.
Golias é apontado como membro importante dentro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria sido flagrado por câmeras de segurança no momento do atentado. Ele vestia uma camiseta branca e estava em uma moto quando desceu e atirou contra o PM. A principal suspeita é que a ação tenha sido por vingança por confronto anterior.
As investigações apontam que Golias deixou a região metropolitana de São Paulo após o crime e foi para a cidade de Taubaté, no interior paulista. Policiais da Rota foram ao município, mas ele teria mudado de esconderijo, dessa vez em Peruíbe, onde um colega de Golias e também suspeito, chamado Galego, foi morto em confronto com a polícia.
Planejamento durou quatro meses
As investigações sobre a tentativa de homicídio contra o tenente Ronickson Pimentel, oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), revelaram um planejamento minucioso que durou mais de quatro meses. O crime aconteceu no último final de semana em São Caetano do Sul, região metropolitana de São Paulo.
Informações obtidas pelo sistema de inteligência Smart Sanca mostram que um veículo Logan branco, utilizado pelos criminosos, circulou 96 vezes pelos locais frequentados pelo oficial, como sua residência e a academia. O monitoramento detalhado começou no dia 14 de fevereiro, data da primeira aparição do veículo na cidade.
Apenas naquela ocasião, o carro passou 14 vezes pela Avenida Goiás, uma das principais vias do município e ponto de proximidade com a rotina do tenente. O mapeamento constante estendeu-se até o dia 22 de maio, indicando que os passos de Pimentel foram rigorosamente cronometrados para determinar o momento de maior vulnerabilidade.
Motivação e retaliação
A principal linha de investigação do Departamento de Homicídios trabalha com a hipótese de vingança da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O tenente Pimentel comandou uma operação da Rota na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul da capital paulista, que resultou na morte de dois líderes da facção: Lucas Rodrigues e Márcio Oliveira, conhecido como "Fatiol".
Naquela ocasião, houve um intenso confronto com 20 disparos realizados pela polícia, sendo quatro efetuados pelo próprio tenente.
‘Evoluindo muito bem’
O tenente Ronickson Pimentel continua internado em estado grave em decorrência do tiro na cabeça durante o atentado. A esposa do PM afirmou ao Brasil Urgente que ele está evoluindo muito bem e existe uma espectativa para os médicos retirarem aa sedação dele nos próximos dias.
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