A Justiça de São Paulo decretou, nesta quinta-feira (6), a prisão temporária do principal suspeito de envolvimento na morte do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos. O homem, que aparece vestindo um boné branco em imagens de câmeras de segurança, foi formalmente identificado pela Polícia Civil após o cruzamento de dados com o sistema de monitoramento Smart Sampa.
Pedro Ely, que viajou do Rio de Janeiro para a capital paulista para assistir a uma partida de futebol e aproveitar o feriado, desapareceu na madrugada de 10 de julho após se despedir de um amigo no bairro de Moema. De acordo com o mapeamento feito pela polícia, o advogado ainda passou brevemente em seu hotel na Vila Olímpia antes de seguir para a Vila Madalena, onde encontrou o suspeito casualmente.
A principal linha de investigação conduzida pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo 14º DP (Pinheiros) é que Pedro tenha sido vítima de um latrocínio por meio do golpe conhecido como "boa noite, Cinderela". A suspeita é de que o agressor tenha colocado uma dose excessiva de substância sedativa na bebida da vítima para roubar seus dados bancários e pertences.
Provas e frieza
Imagens de câmeras de segurança e vídeos gravados por testemunhas via celular revelaram a frieza do suspeito. Segundo a defesa da família da vítima, os registros mostram que o homem de boné branco permaneceu no local e observou o trabalho dos socorristas do SAMU enquanto o advogado agonizava na calçada.
Outros indícios reforçam a autoria do crime:
- Acesso ao Celular: O WhatsApp de Pedro foi visualizado por volta das 5h, horário em que ele já havia falecido. Como o aplicativo exige desbloqueio, os investigadores buscam entender como os criminosos acessaram o aparelho;
- Movimentação Financeira: Houve uma tentativa frustrada de realizar um saque de R$ 9.800 em uma agência bancária e tentativas de compras na região da Avenida Paulista que totalizavam cerca de R$ 8.000.
Desfecho do caso
O corpo de Pedro Ely foi inicialmente registrado como desconhecido no IML, sendo reconhecido posteriormente por meio de impressões digitais. Um amigo da vítima, que esteve com ele no início da noite, prestou depoimento e teve qualquer participação no crime descartada pelas autoridades.
Com o decreto da prisão temporária, equipes da Polícia Civil estão nas ruas para localizar e prender o suspeito, que deve ser encaminhado à sede do DHPP assim que for detido. O laudo toxicológico do IML é aguardado para confirmar oficialmente a substância utilizada para dopar o advogado
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