O clima de tensão tomou conta do campus da Universidade de São Paulo (USP) após um grupo de estudantes invadir o edifício da reitoria na tarde desta quinta-feira (7). A Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança. Nenhum manifestante foi preso.
Imagens obtidas pelo Brasil Urgente mostram a derrubada das portas da reitoria, com dezenas de manifestantes ocupando o saguão e as áreas internas da reitoria. Entre os manifestantes, é possível observar diversos estudantes com os rostos cobertos por máscaras e camisetas, o que elevou o nível de alerta das autoridades. Do lado de fora, outro grupo realiza um protesto com cartazes, bandeiras e instrumentos.
A reinvindicação dos estudantes pede por melhorias na infraestrutura, moradia estudantil, alimentação e reajuste no valor oferecido para bolsas. O movimento começou depois que os funcionários da universidade entraram em greve no dia 15 de abril em busca de aumento de salários.
Os servidores chegaram a acordo e já retomaram as atividades, mas o movimento dentro da universidade seguiu com a reinvindicação dos estudantes, que negociaram os pedidos com a reitoria, com alguns avanços. Os alunos pedem a reabertura das negociações, encerradas na última semana.
A USP lamentou a invasão e disse estar adotando as medidas cabíveis.
Intermediação policial e reivindicações
A Tropa de Choque da Polícia Militar, equipada com escudos e armamentos de menor potencial ofensivo, como munição de borracha, posicionou-se estrategicamente dentro do edifício. Os estudantes apresentam uma pauta extensa de reivindicações, que inclui melhorias na estrutura do campus e questões administrativas.
Protestos e o cenário atual
Enquanto parte dos estudantes permanecia no interior do prédio, o movimento externo ganha corpo com gritos de ordem direcionados à reitoria e às forças de segurança.
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