Brasil Urgente

Prefeitura de SP convoca representante de sindicato para discutir greve

Categoria justificou paralisação por atrasos no pagamento do 13º salário e vale refeição

Da redação
DA REDAÇÃO

09/12/2025 • 18:50 • Atualizado em 09/12/2025 • 18:50

Caos nas ruas de São Paulo

Caos nas ruas de São Paulo

Brasil Urgente

A prefeitura de São Paulo convocou o representante do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus para discutir uma solução para a greve e ônibus deflagrada nesta terça-feira (9).

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Em entrevista ao vivo no programa Brasil Urgente, o presidente do sindicato, Valdemir dos Santos, explicou o estopim da greve. Segundo o líder sindical, havia um acordo prévio firmado em uma reunião com a Secretaria de Transportes. O combinado era que o pagamento da primeira parcela do 13º — que já estava atrasada — seria realizado juntamente com a segunda parcela no próximo dia 12 de dezembro.

No entanto, por volta das 13h desta segunda-feira, o sindicato recebeu um ofício assinado pelas empresas de ônibus solicitando um novo prazo para o pagamento, sem estipular uma data concreta. A justificativa apresentada pelas viações envolveria questões contratuais e de repasses financeiros junto à Prefeitura de São Paulo.

"Revolta grande", diz presidente do sindicato; Nunes promete ir à Justiça contra empresas

A notícia do adiamento indefinido gerou indignação imediata nas garagens. "A revolta dos trabalhadores por volta das 15h foi muito grande quando a diretoria comunicou que as empresas pediram mais prazo", afirmou Valdemir dos Santos.

Segundo o presidente, a categoria perdeu a confiança nas promessas das empresas, visto que o prazo do dia 12 já era uma renegociação de um atraso anterior. "O trabalhador não aceitou. Eles falaram que não confiam mais, porque já pediram um prazo para uma data e agora pedem outro. Final de ano o trabalhador necessita dessa situação do 13º para passar o Natal com a família", completou.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, rejeitou publicamente o pedido de prorrogação de prazo para o pagamento do 13º salário dos funcionários do sistema de transporte coletivo da cidade. Nunes afirma que o pedido é inadmissível e promete agir legalmente para proteger os trabalhadores.

O chefe do Executivo municipal enfatiza que a Prefeitura não aceitará a pressão dos empresários e que a responsabilidade pelo pagamento do 13º é das concessionárias. Ele desvincula a obrigação do pagamento de qualquer discussão relacionada ao quadriênio de concessão.

“Eu vou tomar todas as medidas administrativas e judiciais para garantir que você, trabalhador, tem o seu direito de receber o seu décimo terceiro”, garante Nunes.