Brasil Urgente

Sindicato dá prazo para governo de SP antes votação sobre greve na CPTM

Categoria condiciona fim da paralisação nas Linhas 11, 12 e 13 à garantia de empregos

Da redação
DA REDAÇÃO

04/08/2026 • 18:37 • Atualizado em 04/08/2026 • 18:37

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil estipulou um prazo de uma hora para que o governo de São Paulo apresente uma proposta de negociação que garanta a manutenção dos empregos e responda ao pedido de reestatização das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

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A decisão ocorreu durante assembleia da categoria, que fará uma nova votação para decidir o rumo da greve instaurada no transporte sobre trilhos.

Segundo informações, a categoria aguarda uma manifestação oficial do governador do Estado. Os metroviários e ferroviários estão reunidos no sindicato e cobram garantias formais para a preservação dos postos de trabalho e defendem a reestatização definitiva dos trechos concedidos à iniciativa privada.

Greve

A greve de ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) começou no início da manhã desta terça-feira (4) e afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB) na noite desta segunda-feira e iniciou nas primeiras horas da operação nesta manhã.

O principal motivo para a convocação da assembleia é o impasse trabalhista gerado no processo de transição operacional das linhas.

Recentemente, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) reassumiu temporariamente o controle dos ramais por 90 dias após sucessivas panes graves e um princípio de incêndio registrados sob a gestão da concessionária privada Trivia Trens.

Durante a reorganização e assunção do controle, o sindicato identificou o risco iminente de demissão de cerca de 500 funcionários envolvidos na operação.

Entre as reivindicações de ferroviários estão:

  • Garantia de emprego: Preservação integral dos postos de trabalho dos funcionários da CPTM e envolvidos na operação.
  • Gestão pública: Defesa da retomada permanente do controle estatal das linhas concedidas.
  • Apoio ao PL nº 730/2025: Tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para a absorção de trabalhadores da companhia por órgãos do Estado.