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Ciro Nogueira argumenta que Bolsonaro deveria ter escolhido outro vice no lugar de Braga Netto

Em debate no Canal Livre, Ciro Nogueira afirma que receio de articulação contra o governo motivou a opção pelo general

Da redação
DA REDAÇÃO

12/10/2025 • 22:40 • Atualizado em 12/10/2025 • 22:40

Ciro Nogueira em entrevista ao Canal Livre

Ciro Nogueira em entrevista ao Canal Livre

Reprodução/Band

O ex-presidente Jair Bolsonaro escolheu o General Walter Braga Netto como candidato a vice-presidente em 2022, ignorando a preferência de seu círculo político pela então ministra da Agricultura, Teresa Cristina, por ter "muito medo de trama no Congresso".

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A informação é do Senador Ciro Nogueira (PP-PI) durante participação no Canal Livre deste domingo (12). O parlamentar afirma que a única razão para a insistência em um nome militar era a desconfiança em relação a um político que pudesse conspirar contra o governo.

Nogueira explica que a confiança era o fator primordial para a manutenção de Braga Netto, pois Teresa Cristina era a preferência "unânime" da família e de todos os demais membros do entorno de Bolsonaro. De acordo com o senador, o problema da campanha passada estava no eleitorado feminino, e a presença de Teresa Cristina como vice teria sido decisiva para reverter o quadro.

O político aponta que pesquisas da época indicavam que, se dependesse apenas do voto masculino, Bolsonaro teria vencido o pleito.

“O vice tem que ser um vice que não prejudique, né? Se puder agregar eleitoralmente, melhor ainda. Nós tivemos um exemplo clássico na eleição passada, que todo o entorno do presidente defendia o nome da Teresa. Se a Teresa tivesse sido a vice naquela época, nós teríamos ganho a eleição, porque o nosso problema era o eleitorado feminino”, frisou Nogueira.

A presença do General Braga Netto, segundo a análise, não agregou o eleitorado feminino necessário, ao contrário do que a escolha de Teresa Cristina poderia ter provocado.

Composição de Chapa e a Busca por Nomes com Menor Rejeição

O debate no Canal Livre também aborda a provável candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à presidência, visto como a "melhor opção para o Bolsonaro" por unificar o campo da direita. A grande questão é a composição da chapa, que pode envolver alguém ligado à família Bolsonaro, como Michelle Bolsonaro, ou um governador como Romeu Zema (Novo) ou Ratinho Júnior (PSD).

Ciro Nogueira argumenta que o processo deve ser sequencial. A análise do nome para a cabeça de chapa, segundo ele, deve considerar não apenas a intenção de voto, mas também a rejeição e o desconhecimento do eleitorado, fatores que, na visão dele, favorecem nomes como Tarcísio e Ratinho Júnior.

Dados da pesquisa Quaest citados no programa mostram que nomes associados a Bolsonaro tendem a ter uma rejeição maior, como é o caso de Michelle Bolsonaro, enquanto políticos como Zema e Ratinho Júnior apresentam patamares de rejeição inferiores.

A pesquisa ainda aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Jair Bolsonaro possuem índices de rejeição alta e muito próximos, com apenas quatro pontos de diferença, refletindo a intensa polarização do cenário político.