Canal Livre

Exercício reduz em 28% o risco de reincidência de câncer de intestino

Estudo aponta que atividade física regrada diminui retorno de tumor e serve como terapia complementar contra a doença.

Da redação
DA REDAÇÃO

14/06/2026 • 20:22 • Atualizado em 14/06/2026 • 20:22

Fernando Maluf no Canal Livre

Fernando Maluf no Canal Livre

Band

A prática regular de exercícios físicos consolida-se como uma terapia adicional indispensável no combate ao câncer, atuando tanto na prevenção da doença quanto na redução drástica das chances de reincidência em pacientes que já passaram pelo tratamento. Dados clínicos recentes demonstram que a atividade física estruturada diminui o risco de retorno de tumores malignos, apresentando resultados expressivos em diagnósticos no sistema digestivo.

Compartilhar

As evidências científicas reforçam a necessidade de incorporar o movimento corporal no protocolo de cuidados dos pacientes. Um estudo publicado no New England Journal of Medicine avaliou homens e mulheres com câncer de intestino em um mesmo estágio da doença, submetidos aos mesmos procedimentos cirúrgicos e tratamentos preventivos.

O grupo que realizou três anos de atividades físicas regradas apresenta uma redução de 28% no risco de a doença voltar ou de o paciente evoluir para o óbito, em comparação com o grupo que manteve uma rotina livre de exercícios.

No Canal Livre, o oncologista Fernando Maluf explica que o exercício físico previne mais de 13 tipos de cânceres e reduz o risco geral de desenvolvimento da doença. O médico ressalta que a atividade física não deve ser vista apenas como prevenção para indivíduos saudáveis, mas sim como parte integrante do tratamento oncológico atual.

Mecanismos biológicos e o impacto da dieta no organismo

A eficácia dos exercícios contra as células tumorais decorre de modificações diretas na composição hormonal e metabólica do corpo humano.

Segundo Fernando Maluf, a atividade física atua na diminuição do peso corporal e na redução do fator de crescimento de insulina, uma substância considerada pró-cancerígena. Além disso, o treino constante reduz o tecido adiposo — conhecido por ter características pró-inflamatórias —, melhora as funções da flora intestinal e impede mecanismos que facilitam o escape tumoral no organismo.

Paralelamente aos benefícios do movimento corporal, especialistas alertam para os impactos dos hábitos alimentares na saúde do estômago e do intestino. Agências mundiais classificam o consumo de carne vermelha acima de 200 a 300 gramas por semana como um fator com poder cancerígeno.

O risco se intensifica dependendo do modo de preparo do alimento, sendo o churrasco apontado como o formato mais agressivo devido à produção de substâncias que atacam o sistema digestório. Em uma escala de nocividade superior à carne vermelha pura, encontram-se os alimentos embutidos e ultraprocessados, como presunto, salame e mortadela.

A orientação médica exposta no Canal Livre, contudo, evita restrições radicais que eliminem os momentos de bem-estar do paciente. Fernando Maluf pondera que o principal fator de risco está associado à continuidade e à frequência elevada do consumo de alimentos prejudiciais, e não à ingestão esporádica de itens calóricos ou carnes.

A manutenção do prazer cotidiano e o equilíbrio nutricional, somados à prática de atividades físicas regradas, formam a base recomendada para a prevenção e o suporte a terapias oncológicas modernas.