O depoimento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de assassinar a sua esposa, a policial militar Gisele Santana, foi adiado para o dia 28 de agosto. A audiência, que deveria ter ocorrido na última sexta-feira (3), representaria a etapa final das audiências de instrução --fase em que a Justiça colhe depoimentos para decidir se o réu será levado a júri popular.
Ao longo da última semana, a Justiça ouviu 30 pessoas, entre elas os pais de Gisele, a filha da vítima e outros policiais militares envolvidos no caso como parte da audiência de instrução. O adiamento do interrogatório do réu, que segue preso, traz ainda mais sofrimento para a família da PM, que aguarda por um desfecho.
A defesa do tenente-coronel deve entrar com um novo pedido de habeas corpus, que será analisado pela Justiça. Com a remarcação do depoimento para o final de agosto, ainda não há uma previsão de quando o julgamento final será marcado.
Relembre o crime
O crime ocorreu no apartamento onde o casal vivia, no bairro do Brás, Centro de São Paulo. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas o curso das investigações mudou drasticamente após uma nova perícia realizada após a exumação do corpo de Gisele.
Os exames revelaram lesões compatíveis com agressão física e indicaram que a posição da arma tornaria impossível que a vítima tivesse tirado a própria vida. Atualmente, o tenente-coronel responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual.
Segundo os investigadores, Geraldo Neto teria alterado a cena do crime para simular o suicídio da esposa, chegando a coagir policiais subordinados a ele para que corroborassem a sua versão inicial.
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