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CPMI do INSS: Requerimento prevê convocação de sócia de Flávio Bolsonaro

Comissão investiga elo entre círculo do senador e suspeitos de liderar esquema de fraudes bilionárias contra aposentados

Da redação
DA REDAÇÃO

01/02/2026 • 12:15 • Atualizado em 01/02/2026 • 12:15

Sócia de Flávio Bolsonaro em investimentos pessoais, Letícia dos Reis, vai depor nesta semana

Sócia de Flávio Bolsonaro em investimentos pessoais, Letícia dos Reis, vai depor nesta semana

Senado Federal

Resumo

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS investiga um esquema de fraudes previdenciárias e descontos indevidos, com rombo estimado em mais de R$ 6 bilhões, e articula a convocação de Letícia Caetano dos Reis, sócia de Flávio Bolsonaro, para esclarecer possíveis ligações com o núcleo político do Congresso Nacional.

A convocação pretende apurar conexões entre o gabinete do senador Flávio Bolsonaro, o grupo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e associações envolvidas em cobranças não autorizadas em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas.

A atuação do relator Alfredo Gaspar e do presidente Carlos Viana foca em investigar o acesso facilitado de entidades de classe aos sistemas do INSS, a possível lavagem de recursos por empresas ligadas a aliados do senador e a facilitação para o grupo do "Careca do INSS", enquanto outros depoimentos, como os de Maurício Camisotti e Daniel Vorcaro, também estão previstos pela comissão.

A CPMI do INSS, que investiga um rombo bilionário em descontos indevidos e fraudes previdenciárias, deve dar um novo passo em direção ao núcleo político do Congresso Nacional. Parlamentares articulam para esta semana a votação do requerimento de convocação de Letícia Caetano dos Reis, apontada como sócia do senador Flávio Bolsonaro em empreendimentos privados.

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A convocação busca esclarecer supostas conexões entre o gabinete do senador e o grupo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". O grupo é investigado por operar um esquema que teria desviado recursos por meio de associações que realizavam cobranças não autorizadas diretamente na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar, e o presidente, senador Carlos Viana, têm focado em mapear como essas entidades de classe conseguiam acesso facilitado aos sistemas do INSS para aplicar os descontos. A linha de investigação que envolve Letícia Caetano dos Reis foca em verificar se empresas ligadas a aliados do senador foram utilizadas para movimentar ou lavar recursos oriundos das fraudes e entender se houve facilitação no acesso a órgãos federais para o grupo do "Careca do INSS".

Outros depoimentos no radar

Além da sócia de Flávio Bolsonaro, a CPMI vive uma fase decisiva. No dia 25 de fevereiro, está previsto o depoimento do empresário Maurício Camisotti. Outro nome de peso na mira do colegiado é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, devido às investigações sobre irregularidades em empréstimos consignados.

O rombo estimado pelas investigações pode ultrapassar a marca de R$ 6 bilhões. A expectativa é que o relatório final da CPMI seja entregue até o fim de março de 2026.

Até o momento, a assessoria do senador Flávio Bolsonaro não se manifestou oficialmente sobre o requerimento de convocação de sua sócia. Em declarações anteriores sobre a CPMI, o senador defendeu a investigação de irregularidades, mas criticou o que chama de "politização" de nomes ligados à sua família.