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Damares defende Michelle e diz ser atacada por "exército da direita"

Senadora cita 'exército conservador', denuncia ataques coordenados e fala em violência política de gênero

Da redação
DA REDAÇÃO

13/07/2026 • 18:47 • Atualizado em 13/07/2026 • 18:54

Damares Alves

Damares Alves

Marcello Casal JrAgência Brasil

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu pacificação interna no campo conservador e saiu em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em discurso no plenário do Senado nesta segunda-feira (13), ao relatar uma sequência de ataques que, segundo ela, partem de antigos aliados.

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Apelo por trégua e denúncia de ataques

Damares afirmou que, nas últimas semanas, tem recebido "ataques à honra, à moral, à imagem" e relatou que as mensagens mais agressivas viriam de pessoas que considerava aliadas políticas. Ela falou em fragilidade da direita e pediu uma trégua entre militantes e lideranças.

Segundo a senadora, a Advocacia do Senado se colocou à disposição de sua equipe porque parte das mensagens teria configurado violência política de gênero. Assessores de Damares preparam uma peça jurídica sobre o caso. "É dessa forma que a gente se protege", declarou no plenário.

Ao se dirigir ao que chamou de "exército da direita", Damares fez um apelo para que militantes deixem de atacar figuras do próprio campo ideológico. "Parem de atacar os seus soldados. Não é dessa forma que vocês vão mostrar para o Brasil que é muito bom ser conservador", disse.

Na mesma fala, ela levantou suspeitas sobre uma suposta coordenação dos ataques. "Quem está financiando tudo isso? A quem interessa essa fragilidade da direita? Será que tem dinheiro envolvido nesses ataques todos?", questionou, sem citar nomes ou apresentar provas.

Defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro

Na parte final do discurso, Damares dedicou palavras à amiga e aliada Michelle Bolsonaro. "Estou aqui, amiga, enquanto eu tiver força, para dizer para o Brasil que você é uma mulher digna, justa, honesta, que você não trai, que você não mente, que você não se corrompe", afirmou.

A tensão em torno de Michelle aumentou no mês passado, após a divulgação de um vídeo em que ela criticou Flávio Bolsonaro em meio a divergências sobre uma aliança eleitoral no Ceará. A crise levou à renúncia da ex-primeira-dama da presidência do PL Mulher e ao afastamento de suas publicações nas redes sociais.

Rixa interna e “fogo amigo”

O tema voltou à tona em ato público em Fortaleza, na sexta-feira (10), quando o deputado federal André Fernandes (PL-CE) discursou diante de apoiadores. Sem mencionar Michelle, ele disse sentir saudades do "nosso eterno presidente" e se referiu a Jair Bolsonaro como "nosso galego".

A expressão "galego" é usada por Michelle para se referir ao marido e foi repetida diversas vezes no vídeo que desencadeou a crise familiar. Aliados interpretaram o discurso de Fernandes como manifestação de “fogo amigo” em meio às disputas internas no entorno do ex-presidente.

Aliados apontam pressão de influenciadores

Damares não é a única a sair em defesa de Michelle. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) avaliou que a ex-primeira-dama se manifestou publicamente "por não aguentar mais a pressão" dentro do próprio campo político.

Segundo Salles, influenciadores ligados aos filhos de Jair Bolsonaro atacam Michelle há meses. Ele disse que "os filhos do Bolsonaro, em especial do Carlos e do Eduardo, talvez menos do Flávio", fomentam nas redes sociais, por meio de perfis aliados, ofensivas "reiteradas" à ex-primeira-dama e que ela chegou a um ponto em que "não aguentou".

Com informações do Estadão Conteúdo.