
Carla Zambelli
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli apresentou um recurso, nesta sexta-feira (10), na Suprema Corte italiana para recorrer da decisão que autorizou a extradição para o Brasil.
No fim de março, o Ministério das Relações Exteriores foi oficialmente comunicado pelas autoridades italianas sobre a decisão judicial da extradição da ex-deputada federal que está presa no presídio de Rebbibia, em Roma, na Itália.
Carla Zambelli está presa na Itália desde 29 de julho do ano passado, país onde possui cidadania e passaporte italiano. Ela fugiu para Itália após ter sido condenada a prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A então deputada deixou o país dias antes de se esgotarem os últimos recursos contra a sentença de 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O crime ocorreu em 2023 e, segundo as investigações, foi cometido a mando de Zambelli.

Desde que saiu do país, a ex-deputada foi novamente condenada pelo STF pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A condenação aconteceu no episódio em que, armada, ela perseguiu um homem pelas ruas de São Paulo, em outubro de 2022.
Em razão das condenações, ele também teve o mandato cassado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. A medida foi determinada pelo Supremo mesmo depois do plenário da Câmara ter aprovado a manutenção do mandato. Prevaleceu o entendimento de que a pena em regime inicial fechado não é compatível com o mandato parlamentar.
Ao requerer a extradição, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos, garantiu que o presídio brasileiro no qual as penas deverão ser cumpridas mantém padrões de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Ele também informou que nunca houve rebelião na penitenciária.
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