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“Desafia realidade”, diz Dino sobre 81 pedidos de impeachment de ministros

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (4) que o trecho da Lei de Impeachment que trata do afastamento de ministros da Corte

Da redação
DA REDAÇÃO

04/12/2025 • 15:12 • Atualizado em 04/12/2025 • 15:12

Flávio Dino

Flávio Dino

Gustavo Moreno/SCO/STF

Resumo

O ministro do Supremo Flávio Dino foi questionado sobre a proposta de mudança na lei do impeachment para ministros do STF feita por Gilmar Mendes, destacou a quantidade incomum de pedidos de impeachment no Senado e afirmou que não anteciparia voto sobre o tema.

Dino afirmou que a legislação atual não foi criada para ser usada como está sendo, classificando os 81 pedidos de impeachment como um cenário inédito mundialmente, e ressaltou a importância de analisar se os pedidos são fundamentados ou apenas parte de disputa política.

O ministro Gilmar Mendes declarou que o trecho da Lei de Impeachment referente ao afastamento de ministros do STF perdeu validade, defendeu sua decisão liminar que limita a legitimidade para pedidos à Procuradoria-Geral da República e negou que a medida tenha o objetivo de proteger ministros.

O ministro do Supremo Flávio Dino também foi questionado sobre a mudança na lei do impeachment para ministros do STF proposta por Gilmar Mendes. Ele disse não querer antecipar voto, já que o assunto está na pauta do plenário, mas também enfatizou a grande quantidade de pedidos de impeachment que aguardam análise na Presidência do Senado.

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Para Dino, a legislação não foi pensada para ser usada como está sendo agora, e os 81 pedidos de impeachment atuais são “um quadro fático que desafia a realidade” e que não nunca ocorreu nem ocorre “em nenhum país do mundo”.

“É preciso analisar para ver se de fato são imputações que merecem qualquer plausibilidade, ou se se cuida de mais um capítulo de disputa política”, observou o ministro.

Dino defendeu Mendes por ter proferido uma liminar no caso, ainda que a urgência do assunto não pareça evidente. “É uma técnica decisória que existe em todo lugar", afirmou ele sobre o referendo, em que primeiro a decisão é tomada por um ministro para que seja validada ou não pelo colegiado logo em seguida.

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (4) que o trecho da Lei de Impeachment que trata do afastamento de ministros da Corte “caducou”, isto é, perdeu a validade pela ação do tempo.

Mendes defendeu a decisão liminar (provisória) em que suspendeu esse trecho da lei e estabeleceu a interpretação de que somente a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem a legitimidade para denunciar ministros do Supremo ao Senado. Ele negou que a decisão tenha sido tomada para proteger ministros. “Não se trata disso”, afirmou.

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