
Museu do Louvre, em Paris
Reprodução/Pexels
Duas novas pessoas, incluindo uma mulher de 38 anos e um homem de 37, foram indiciados neste sábado (1º) no caso do roubo de joias da coroa francesa no Museu do Louvre, em Paris, segundo o jornal britânico “The Guardian”. Com isso, sobe para quatro o total de acusados no caso.
Outras três pessoas foram detidas no momento das prisões, mas liberadas sem acusações formais. A mulher indiciada, residente em La Courneuve, nos arredores de Paris, chorou durante a audiência, afirmando temer por seus filhos e por si mesma.
O assalto ocorreu em 19 de outubro e durou menos de sete minutos. Quatro homens utilizaram um guindaste para entrar no museu, abriram vitrines com uma serra de disco e fugiram em motocicletas pilotadas por cúmplices. As joias roubadas incluem peças históricas como uma tiara da imperatriz Eugênia e um conjunto de colar e brincos de safiras da rainha Maria‑Amélia, avaliadas em cerca de US$ 102 milhões (R$ 549 milhões), que ainda não foram recuperadas.
Autoridades afirmam que é pouco provável que as peças reapareçam no mercado legal e estão investigando “mercados paralelos” de obras de arte. O jornal “The Guardian” destacou que o episódio aumentou a pressão sobre o governo francês para reforçar a segurança do acervo do Louvre, o museu mais visitado do mundo. Conheça a história do Museu do Louvre.
Nesta semana, uma empresa de ex-agentes de inteligência israelense, a CGI Group, informou ao Louvre ter recebido mensagens criptografas oferecendo as joias históricas roubadas por milhões de euros, mas não recebeu nenhuma resposta após 12 dias.
O caso também provocou críticas à proteção do museu, e a ministra da Cultura francesa, Rachida Dati, divulgou nesta sexta-feira (31) as primeiras conclusões de uma investigação administrativa, com balanço considerado muito crítico.
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