
O presidente dos EUA quer anexar a Groenlândia
Jonathan Ernst/Reuters
Neste sábado (17), o presidente Donald Trump anunciou que irá impor uma tarifa de 10% sobre todos os produtos da Dinamarca além de outros países como Suécia, Noruega,, França, Reino Unidos e Alemanha por se operem à ideia dele de comprar a Groenlândia, que é um território autônomo da Dinamarca.
O interesse de Trump na ilha vem desde o sue primeiro mandato, mas se intensificou muito após sua reeleição. O presidente dos Estados Unidos começou a defender que a a região seria estrategicamente importante para a “segurança nacional” dos Estados Unidos, podendo servir para implementar o projeto do “Domo de Ouro”, um escudo antimísseis que protegeria o país norte-americano.
Ele argumentou que isso conteria também a influência da China e da Rússia. Ao mesmo tempo, a Groenlândia tem recursos naturais como terras raras e gás que são alvos de Trump.
No início de 2025, o presidente dos EUA chegou a realizar investidas mais agressivas e insistiu na possibilidade de comprar a ilha, uma oferta que foi rejeitada pela Dinamarca e pela população local.
Novas investidas
O assunto esfriou, mas voltou com força total em 2026, logo depois dos EUA realizarem uma ação militar na capital da Venezuela que recusou na captura do então presidente do país, Nicolás Maduro.
Trump voltou a falar sobre a compra da ilha e uma reunião entre ele e as autoridades locais foi considerada infrutífera. O presidente dos EUA ameaçou, inclusive, usar o poderio militar norte-americano para alcançar seus objetivos.
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, disse que qualquer ação dos EUA neste sentido representaria o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Inclusive, outros países da organização passaram a enviar reforços militares para a região como forma de reação. Foi neste contexto que vieram as novas tarifas de Trump.
Caso um acordo para a transferência da Groenlândia não seja firmado, o imposto será elevado para 25% em 1º de junho de 2026. Trump alega que a medida é uma resposta ao que classifica como um "jogo perigoso" dessas nações, que teriam realizado viagens de propósitos desconhecidos ao território, colocando em risco a segurança do planeta.
A importância da "Cúpula Dourada"
O argumento central para a aquisição da Groenlândia envolve a instalação de sistemas de defesa avançados. Trump mencionou a "Cúpula Dourada", um projeto de segurança bilionário que inclui armamentos ofensivos e defensivos modernos, com potencial para proteger inclusive o Canadá.
De acordo com a análise do presidente, o sistema de segurança só atingirá sua eficiência máxima se a Groenlândia estiver sob domínio norte-americano. "Este sistema brilhante, porém extremamente complexo, só poderá funcionar devido a ângulos, limites e restrições se este território estiver incluído", explicou.
Críticas à proteção dinamarquesa
Trump também ironizou a capacidade de defesa atual da Dinamarca sobre a ilha, afirmando que o país conta apenas com trenós puxados por cães para proteção. Para ele, apenas os Estados Unidos podem garantir que ninguém toque na "terra sagrada" da Groenlândia.
O governo dos EUA declarou estar aberto a negociações imediatas com a Dinamarca. Trump ressaltou que a necessidade de aquisição tornou-se urgente para garantir a sobrevivência e a segurança nacional dos Estados Unidos e do mundo, encerrando o que chamou de "nível de risco insustentável" assumido pelos europeus.
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