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Entenda o que acontece se o Senado rejeitar o nome indicado pelo presidente para o STF

Para assumir o cargo de ministro do STF, o indicado precisa ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal

Da redação
DA REDAÇÃO

01/12/2025 • 10:03 • Atualizado em 01/12/2025 • 10:03

Jorge Messias

Jorge Messias

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Resumo

A resistência no Senado à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) levanta a possibilidade de rejeição da nomeação, colocando em dúvida o futuro de Messias caso não seja aprovado pelos parlamentares.

As regras do Senado Federal estabelecem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode insistir no nome de Messias ou escolher outro indicado, mas não pode recorrer da decisão dos senadores.

O processo de aprovação exige sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e votação em plenário, onde aliados do presidente Davi Alcolumbre afirmam haver pelo menos 48 votos consolidados contra Messias, número suficiente para barrar sua indicação ao STF.

A resistência no Senado à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) colocou no radar a possibilidade de que a nomeação seja rejeitada pelos parlamentares. Com isso surge a pergunta: e o que acontece com Jorge Messias caso ele não seja aprovado?

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Segundo as regras do Senado Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia até mesmo insistir no nome de Messias ou escolher outra pessoa, mas não recorrer da decisão.

Como é a sabatina no Senado Federal?

Para assumir o cargo de ministro do STF, o indicado precisa ser aprovado pela maioria absoluta do Senado Federal. Este processo é inspirado na Suprema Corte dos Estados Unidos.

Antes da votação em plenário, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) realiza uma sabatina para avaliar se o candidato tem qualificação e conduta adequadas para o cargo.

O indicado é questionado sobre diversos assuntos em diferentes áreas, sem limitação temática, podendo tratar de assuntos políticos até questionamentos pessoais.

Durante a sabatina, os senadores podem fazer perguntas sobre qualquer tema, desde assuntos jurídicos e políticos até questões pessoais. A sessão costuma durar de 8 a 12 horas.

Votação no plenário

Após o interrogatório, a CCJ emite um parecer recomendando ou não a aprovação. O processo segue então para votação no plenário, onde o indicado precisa conquistar pelo menos 41 dos 81 votos dos senadores — maioria absoluta.

Aliados de Alcolumbre dizem que têm ao menos 48 votos contra a indicação de Messias ao STF

A indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um cenário de crescente tensão no Senado, onde aliados do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmam que já existem ao menos 48 votos consolidados contra o nome enviado por Lula - número suficiente para barrar a escolha no plenário.

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