
Donald Trump
REUTERS/Kevin Lamarque
O Exército dos Estados Unidos lançou nesta quarta-feira (10) uma nova rodada de ataques contra "múltiplos alvos" no Irã horas depois de o presidente Donald Trump afirmar que novas ações contra o território persa seriam "iminentes”.
O Comando Central americano enquadrou a operação como resposta à "agressão injustificada e contínua" de Teerã. Os EUA acusam os iranianos de terem derrubado um helicóptero militar na região do Estreito de Ormuz. Esse é o segundo dia de ataques desde o acordo de cessar-fogo entre os países.
Os alvos desta quarta incluíram sistemas de defesa aérea, estações de controle terrestre e radares de vigilância. A mídia oficial iraniana informou que projéteis atingiram localidades próximas a Minab e Sirik, no sul do país, perto de Ormuz.
O Irã denunciou ainda que dois reservatórios de água em Sirik foram atingidos, cortando temporariamente o abastecimento de milhares de pessoas — alegação que o Comando Central não confirmou.
Ainda nesta quarta, forças americanas dispararam munições de precisão contra o compartimento de máquinas em um navio com bandeira de Palau que tentava violar o bloqueio naval transportando petróleo iraniano. Foi o oitavo navio mercante desativado pelos EUA nas águas próximas ao Irã.
O Ministério das Relações Exteriores da Índia informou que três marinheiros indianos estão desaparecidos, enquanto outros 21 foram resgatados. O Comando Central afirmou ter advertido a tripulação antes de abrir fogo.
Apesar da escalada, as tentativas de mediação prosseguem. No início da semana, Trump havia sugerido que um acordo poderia ser fechado em poucos dias envolvendo a ampliação do cessar-fogo, a reabertura do Estreito de Ormuz e restrições ao programa nuclear iraniano.
Os obstáculos são consideráveis. Washington exige que o Irã abra mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido; Teerã recusa e exige alívio nas sanções e a liberação de ativos congelados antes mesmo de um acordo final. O Irã insiste também que qualquer entendimento inclua o fim dos combates de Israel contra o Hezbollah no Líbano — condição que Israel rejeita.
O conflito já supera a marca dos 100 dias, e os ataques israelenses no Líbano já mataram mais de 3.600 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês. Nesta quarta, um ataque aéreo israelense a leste de Tiro matou pelo menos seis pessoas e um drone israelense atingiu um carro em Sidon, matando duas. Com agências internacionais
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