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EUA lançam novos ataques contra Irã após Trump anunciar fim do cessar-fogo

De acordo com o comunicado oficial emitido pelo governo dos Estados Unidos, a ofensiva militar visa enfraquecer o poder bélico de Teerã

Da redação
DA REDAÇÃO

08/07/2026 • 17:42 • Atualizado em 08/07/2026 • 20:53

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) anunciou na tarde desta quarta-feira (8) que iniciou uma nova série de bombardeios contra alvos em território iraniano, principalmente ao sul. A operação militar foi autorizada diretamente pelo presidente Donald Trump, na condição de Comandante em Chefe, com o objetivo de neutralizar as ameaças ao comércio marítimo global no Estreito de Ormuz.

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Mais cedo, Trump declarou o fim definitivo das negociações para um acordo de cessar-fogo com o Irã após uma nova e intensa troca de ataques militares entre os dois países. A declaração foi feita às margens da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia, e horas depois de ataques mútuos terem, mais uma vez, posto à prova o acordo preliminar.

De acordo com o comunicado oficial emitido pelo governo dos Estados Unidos, a ofensiva militar visa enfraquecer o poder bélico de Teerã e garantir a segurança das rotas comerciais em uma das faixas marítimas mais estratégicas e movimentadas do planeta.

"Isto é uma retaliação pelo bombardeio de navios realizado ontem pelo Irã. Se acontecer novamente, será muito pior!", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Segundo a Reuters, os ataques em cidades na costa sul iraniana deixaram algumas localidades sem energia elétrica. A mídia iraniana também relatou os danos na região.

Resposta a ataques a navios comerciais

A Casa Branca justificou a intervenção armada como uma resposta direta às recentes investidas e apreensões promovidas por forças iranianas no Oriente Médio. Washington enfatizou que o Irã será responsabilizado legal e militarmente pelas hostilidades direcionadas a embarcações mercantes de bandeiras internacionais que circulam pela região.

"Os Estados Unidos estão responsabilizando o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegam livremente por uma via navegável internacional vital", conclui a nota das forças norte-americanas.

O acordo de cessar-fogo assinado em junho previa o fim dos ataques e a abertura de espaço para negociações Mas, desde então, os dois lados trocaram acusações, áreas foram bombardeadas e a tensão nunca deixou de crescer. O ponto principal do impasse segue sendo o Estreito de Ormuz - os iranianos defendem um “pedágio” para o tráfego de embarcações na região, o que o governo Trump é contra.

É por esse corredor entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, que passa aproximadamente um quinto de todo o petróleo consumido no mundo. Qualquer ameaça à navegação no Estreito provoca reação imediata dos mercados internacionais. Com a retomada dos ataques, o preço do petróleo voltou a disparar no mercado internacional.