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Europa se une contra ameaças de Trump sobre anexação da Groenlândia

Declaração conjunta de líderes europeus afirma que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o território

Da redação
DA REDAÇÃO

06/01/2026 • 09:46 • Atualizado em 06/01/2026 • 09:46

Resumo

Líderes europeus reafirmaram o compromisso com a segurança coletiva e a soberania da Groenlândia após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possível aquisição da ilha, ressaltando que a decisão sobre o futuro do território cabe apenas ao povo e às autoridades dinamarquesas.

Reações firmes surgiram do governo dinamarquês, da Groenlândia e de outros líderes europeus, que rejeitaram veementemente qualquer possibilidade de anexação, afirmando que os Estados Unidos não têm direito sobre o território e exigindo o respeito à autodeterminação e às leis internacionais.

Contexto geopolítico do Ártico envolve interesses estratégicos e recursos naturais, com preocupações ampliadas após ações militares recentes dos EUA, enquanto a União Europeia defende a integridade territorial da Groenlândia e analistas destacam riscos para alianças e normas internacionais, especialmente na OTAN.

Em meio a crescentes tensões geopolíticas no Ártico, líderes europeus reafirmaram nesta terça-feira (6) o compromisso com a segurança coletiva e a soberania da Groenlândia, após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que ele renovou a ideia de que Washington poderia assumir o controle da ilha autônoma dinamarquesa.

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Em declaração conjunta, chefes de governo da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca destacaram que a segurança no Ártico é prioridade para a Europa e crucial para a segurança internacional e transatlântica. O documento enfatiza que a Groenlândia, embora estratégica, pertence ao seu povo e às autoridades dinamarquesas, e que apenas eles devem decidir sobre seu futuro.

A posição europeia surge em resposta às repetidas declarações de Trump, nas quais ele afirmou a jornalistas que os Estados Unidos “precisam da Groenlândia” por motivos de segurança nacional e insinuou que poderia discutir formas de adquirir o território — inclusive sugerindo, de maneira retórica, ações enérgicas caso necessário.

Essas observações do presidente norte-americano provocaram uma forte reação em Copenhague e em Nuuk, capital da Groenlândia. O primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, declarou que “chega” de insinuações sobre anexação e rejeitou com veemência qualquer ideia de que a ilha poderia ser negociada sem respeito à lei internacional e ao direito de autodeterminação de seu povo.

Do lado dinamarquês, a premiê Mette Frederiksen apelou publicamente para que os EUA cessem as ameaças, afirmando que os Estados Unidos não têm o direito de anexar qualquer parte do reino da Dinamarca, que inclui Groenlândia e Ilhas Faroé. Líderes europeus como o britânico Keir Starmer também apoiaram a posição de Copenhague, ressaltando que o futuro da Groenlândia deve ser decidido apenas pela Dinamarca e pelos próprios groenlandeses.

A escalada das declarações ocorre num momento de intensificação da atenção global ao Ártico, motivada por interesses estratégicos e recursos naturais da região. A situação foi ainda mais sensível após uma operação militar dos EUA na Venezuela que capturou o presidente Nicolás Maduro, alimentando receios em países aliados de que Washington poderia empregar meios mais agressivos em territórios que considera “estratégicos”.

A União Europeia também se manifestou em defesa da integridade territorial da Groenlândia, reafirmando a soberania da ilha e sua importância geopolítica sem interferências externas.

Analistas observam que, embora as declarações de Trump sejam amplamente interpretadas como retórica agressiva, elas suscitam preocupações diplomáticas sobre alianças e normas internacionais, especialmente dentro da OTAN, da qual tanto os EUA quanto a Dinamarca são membros.

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