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França e Reino Unido se preparam para nova onda de calor

França e Reino Unido entram no 5º episódio de temperaturas extremas desde maio; ano pode se tornar o mais quente da história

Da redação
DA REDAÇÃO

10/08/2026 • 09:56 • Atualizado em 10/08/2026 • 12:21

Onda de calor severa causa sete mortes na França

Onda de calor severa causa sete mortes na França

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França e Reino Unido se preparam para a quinta onda de calor da temporada, dando continuidade a um período de temperaturas extremas que afeta a Europa desde maio. A agência Météo-France prevê marcas próximas a 40°C a partir desta terça-feira (11) no sudeste francês. No Reino Unido, um alerta âmbar de risco à saúde entra em vigor no mesmo dia na Inglaterra, com previsão de máxima de 36°C até o fim da semana.

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O calor forte no continente tem provocado grandes incêndios florestais, seca prolongada, novos recordes de temperatura e milhares de mortes associadas ao clima severo.

Globalmente, 2026 figura até o momento como o terceiro ano mais quente do registro histórico, atrás apenas de 2024 e 2025. Contudo, a combinação entre o aquecimento global impulsionado por ações humanas e um evento El Niño de forte intensidade no Pacífico equatorial pode fazer com que o ano termine no topo do ranking, segundo dados do serviço climático europeu Copernicus.

Em julho, os oceanos extrapolares atingiram a maior temperatura média de superfície já registrada para o mês (20,96°C). A média global do ar na superfície ficou em 16,90°C, empatando com julho de 2024 como o segundo mais quente da história. Já na Europa Ocidental, o período entre junho e julho registrou a média recorde de 21,62°C.

Especialistas apontam que sistemas de alta pressão retiveram o ar quente sobre a região, agravando a seca e criando um ciclo de realimentação do calor. Na França, onde os primeiros alertas começaram em maio, o dia 23 de junho foi o mais quente da história do país, atingindo 44,3°C no sudoeste. Os episódios de julho intensificaram queimadas históricas e forçaram a evacuação de 220 mil pessoas.

No Reino Unido, a nova onda de calor chega após dois eventos extremos em maio e junho que resultaram em mais de 2.800 mortes excedentes, mantendo metade da Inglaterra e todo o País de Gales em estado oficial de seca.Com informações da Agência Estado