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Irã nega que petroleiro tenha sido escoltado pelos EUA no Estreito de Ormuz

Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright afirmou em publicação nas redes sociais que a Marinha havia escoltado com sucesso um navio, mas a postagem foi apagada logo depois

Estadão Conteúdo, com redação
ESTADÃO CONTEÚDO, COM REDAÇÃO

10/03/2026 • 16:22 • Atualizado em 10/03/2026 • 16:27

O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), major-general Ali Mohammad Naeini, negou nesta terça-feira (10) que um petroleiro tenha sido escoltado por militares dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz. Segundo ele, nenhum navio de guerra americano sequer se aproximou da região durante o atual conflito entre Washington e Teerã.

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Em mensagem divulgada pela IRGC no Telegram, Naeini afirmou que forças navais dos EUA não tiveram "coragem" de se aproximar do Mar de Omã, do Golfo Pérsico ou do próprio Estreito de Ormuz ao longo da guerra.

A declaração contraria afirmação feita - e deletada - mais cedo por uma autoridade do governo americano sobre uma suposta escolta de embarcação petroleira na área. Chris Wright havia afirmado em publicação nas redes sociais que a Marinha americana havia escoltado com sucesso um petroleiro pelo estreito para garantir que o petróleo continuasse fluindo aos mercados globais durante as operações militares contra o Irã. A postagem, no entanto, foi apagada pouco depois.

O episódio ocorre em meio a temores de interrupções no tráfego marítimo na região, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. Na última semana, o presidente americano Donald Trump havia citado a possibilidade de escolta de petroleiros, mas sem detalhar como a Marinha faria isso.

Marinha dos EUA cita alto risco de escolta

A agência Reuters, citando fontes familiarizadas com o comércio naval, disse que a Marinha americana tem recusado “pedidos quase diários” para escoltar embarcações em Ormuz citando o alto risco de ataques na região.

Com o conflito entre Israel e Estados Unidos contra o regime iraniano a navegação pelo estreito “praticamente parou” após ameaças do Irã em “atacar e incendiar” navios que tentarem trafegar por Ormuz, feitos na última segunda (2).

O Estreito de Ormuz se tornou um dos principais pontos de atenção para o mercado de energia desde o início das hostilidades. já que pelo local trafegam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural, o que causou a escalada de preços do barril de petróleo - os maiores desde 2022.

Apesar das tensões e do impasse sobre Ormuz, o petróleo fechou o dia em queda de 11% nesta terça-feira, depois de três sessões consecutivas em disparada. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em queda de 11,9% (US$ 11,32), a US$ 83,45 o barril. Já o Brent para maio caiu 11,2% (US$ 11,16), a US$ 87,80 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Trump não teme usar todas as opções quanto ao petróleo, diz porta-voz

A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta terça-feira, 10, que o presidente dos EUA, Donald Trump, não teme usar todas as opções quanto ao petróleo.

Em coletiva realizada na Casa Branca, Leavitt disse que Trump e a equipe estão monitorando mercados atentamente. Sobre escolta pelo estreito de Ormuz, Leavitt afirmou que a Marinha dos EUA se ofereceu para escoltar navios-tanque, sem dar mais detalhes.

A porta-voz disse que a operação dos EUA no Oriente Médio resultará em preços mais baixos do gás no longo prazo. Leavitt, contudo, afirmou ainda que não tinha nenhum anúncio a ser feito quanto à remoção de sanções sobre petróleo.

Os EUA estão agindo para desmantelar a estrutura de produção de mísseis do Irã, disse Leavitt, citando que o cronograma para a guerra previa uma duração de 4 a 6 semanas, mas que os objetivos estão sendo executados antes do prazo.