
Bandeira do Irã em meio a destroços na capital Teerã
Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS.
Os bombardeios continuam intensos no Oriente Médio no 26º dia de guerra. Mesmo após semanas de ataques, o Irã segue lançando mísseis contra Israel e países do Golfo, enquanto forças americanas ampliam sua presença na região, com o envio de marines e tropas aerotransportadas — um movimento que aumenta o temor de uma possível ofensiva por terra.
Do outro lado, Israel contabiliza feridos e mantém a pressão militar. Sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, os ataques têm como alvo instalações militares e nucleares iranianas. A guerra, que já entrou na quarta semana, não dá sinais claros de desaceleração.
Mas, nos bastidores, a diplomacia começa a se movimentar.
O governo do presidente Donald Trump teria enviado ao Irã uma proposta para encerrar o conflito: um plano com 15 pontos que estabelece condições rígidas em troca do alívio de sanções econômicas.
De acordo com o The New York Times, o documento inclui exigências como o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano, o fim do enriquecimento de urânio no país e a entrega do material já acumulado à Agência Internacional de Energia Atômica.
O plano também prevê limitar o programa de mísseis balísticos e exige que o Irã rompa com grupos armados que apoia na região — uma mudança profunda na estratégia de influência de Teerã.
Em troca, os Estados Unidos acenam com a suspensão de sanções e até apoio ao desenvolvimento de energia nuclear para fins civis.
Um dos pontos mais sensíveis da proposta é a garantia de navegação livre no Estreito de Ormuz, área vital para o transporte global de petróleo e frequentemente ameaçada em momentos de crise. Ontem o Irã abriu Ormuz para navios indianos passarem . Teerã só abre pra navios não considerados “inimigos”.
Há ainda a tentativa de um cessar-fogo temporário de um mês, articulado por aliados da Casa Branca. Mas o caminho está longe de ser simples.
O Irã nega qualquer diálogo com Washington. E, enquanto a diplomacia tenta avançar, a Casa Branca deixa claro que a ofensiva militar continua.
Na prática, o cenário é de duas frentes simultâneas: uma guerra que segue ativa no campo de batalha — e uma negociação ainda incerta, que pode definir os rumos do conflito nas próximas semanas. Hoje o barril do petróleo está caindo 5 por cento . Mesmo assim., continua num patamar muito elevado e que pesa na inflação e na economia mundial. Neste momento, o
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