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Guerra no Irã entra na 4ª semana sem sinais claros de desaceleração

Governo do presidente Donald Trump teria enviado ao Irã uma proposta para encerrar o conflito: um plano com 15 pontos que estabelece condições rígidas em troca do alívio de sanções econômicas

Sonia Blota
SONIA BLOTA

25/03/2026 • 12:26 • Atualizado em 25/03/2026 • 12:26

Sonia Blota
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Bandeira do Irã em meio a destroços na capital Teerã

Bandeira do Irã em meio a destroços na capital Teerã

Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS.

Os bombardeios continuam intensos no Oriente Médio no 26º dia de guerra. Mesmo após semanas de ataques, o Irã segue lançando mísseis contra Israel e países do Golfo, enquanto forças americanas ampliam sua presença na região, com o envio de marines e tropas aerotransportadas — um movimento que aumenta o temor de uma possível ofensiva por terra.

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Do outro lado, Israel contabiliza feridos e mantém a pressão militar. Sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, os ataques têm como alvo instalações militares e nucleares iranianas. A guerra, que já entrou na quarta semana, não dá sinais claros de desaceleração.

Mas, nos bastidores, a diplomacia começa a se movimentar.

O governo do presidente Donald Trump teria enviado ao Irã uma proposta para encerrar o conflito: um plano com 15 pontos que estabelece condições rígidas em troca do alívio de sanções econômicas.

De acordo com o The New York Times, o documento inclui exigências como o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano, o fim do enriquecimento de urânio no país e a entrega do material já acumulado à Agência Internacional de Energia Atômica.

O plano também prevê limitar o programa de mísseis balísticos e exige que o Irã rompa com grupos armados que apoia na região — uma mudança profunda na estratégia de influência de Teerã.

Em troca, os Estados Unidos acenam com a suspensão de sanções e até apoio ao desenvolvimento de energia nuclear para fins civis.

Um dos pontos mais sensíveis da proposta é a garantia de navegação livre no Estreito de Ormuz, área vital para o transporte global de petróleo e frequentemente ameaçada em momentos de crise. Ontem o Irã abriu Ormuz para navios indianos passarem . Teerã só abre pra navios não considerados “inimigos”.

Há ainda a tentativa de um cessar-fogo temporário de um mês, articulado por aliados da Casa Branca. Mas o caminho está longe de ser simples.

O Irã nega qualquer diálogo com Washington. E, enquanto a diplomacia tenta avançar, a Casa Branca deixa claro que a ofensiva militar continua.

Na prática, o cenário é de duas frentes simultâneas: uma guerra que segue ativa no campo de batalha — e uma negociação ainda incerta, que pode definir os rumos do conflito nas próximas semanas. Hoje o barril do petróleo está caindo 5 por cento . Mesmo assim., continua num patamar muito elevado e que pesa na inflação e na economia mundial. Neste momento, o

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